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17 de abril de 2019

Coral, Solo e Piano de uma pessoa só | Somente em Ti | Edeltraut Lüdtke

| Traze a paz, ao coração deste teu povo, Jesus
Faze-nos permanecer no teu caminho de luz
Pra nunca mais nos afastarmos do teu amor
Vivamos nós em ti Senhor, Senhor
Sou apaixonada por esta música desde a adolescência, foi uma das primeiras que tirei de ouvido, tentando imitar a versão original. Linda tanto na letra quanto em cada detalhe da simples harmonia. Inspiração divina! Não contava que seria tão complicado dominar as 4 versões da Edel nas vozes em coral, pois cada uma tentou fazer um solo enquanto deveria permanecer no ritmo! Ensaiei muito esta peça com meus corais, e ficar do lado da regência, confesso, é bem mais fácil do que desse lado faz tudo aí! Sem falar no piano, que também quis sobressair em alguns momentos! Valeu a intenção. Espero que goste da minha produção, e que você possa refletir no amor de Deus ao apreciá-la! Se ele me concedeu este dom, que seja para também louvá-lo enquanto eu viver!

Coral, Solo e Piano de uma pessoa só | Somente em Ti | Edeltraut Lüdtke



Letra da Música | Somente em Ti

Música: Peterson Machado

Que nosso olhar testemunhe
Todos os feitos das tuas mãos Senhor
E nos teus átrios, se renove nossa fé
Todos os dias se renove, em ti Senhor

Traze a paz, ao coração deste teu povo, Jesus
Faze-nos permanecer no teu caminho de luz
Pra nunca mais nos afastarmos do teu amor
Vivamos nós em ti Senhor, Senhor

Que nossa voz possa anunciar
Por toda a terra, o teu louvor Senhor
Nas maravilhas que se revelam em te seguir
Todos os dias se revelam, somente em ti

Traze a paz, ao coração deste teu povo, Jesus
Faze-nos permanecer no teu caminho de luz
Pra nunca mais nos afastarmos do teu amor
Vivamos nós em ti Senhor, Senhor


Comece a se organizar assistindo a maratona de TOKFLIX DA EDEL:

16 de abril de 2019

Inauguração do Coworking Panorama em Marechal Cândido Rondon!

| Como foi a inauguração do Coworking Panorama em Marechal Cândido Rondon e afinal, o que é um Coworking?!

Ontem Jackson e eu participamos da inauguração do primeiro Coworking da cidade de Marechal Cândido Rondon. Sim, vocês leram bem, é isso mesmo! Uma cidade com seus lá 50mil e poucos habitantes e tem seu Coworking! Gente, no Interior do Paraná tem tudo o que se precisa para trabalhar e ser feliz, é uma bênção esse lugar. Valoriza-se o trabalho, mas sem perder de vista a qualidade de vida!

 Coworking Panorama Marechal Cândido Rondon

Coworking Panorama Marechal Cândido Rondon


Eu fiquei tão feliz e sem palavras, curtindo o evento, que não consegui gravar vídeo, nem para registrar o momento oficial onde as autoridades se pronunciaram, e a Sra. Mirta Steinmacher fez um breve discurso de agradecimento, empreendedora do negócio. Muito legal ver isso acontecendo aqui, do lado de casa.


Quando passei há 1 mês na frente do prédio eu senti uma coisa estranha - "que será isto?!" Pensei. Comentei com o Gui que estava comigo no carro - "teremos um novo café em Marechal". Mas na volta, espiei melhor e vi a fachada: Coworking Panorama! "Não acredito!!! Terei um lugar bacana para vir trabalhar de vez em quando!" Ele não entendeu o que queria dizer, aí expliquei o que é um Coworking. Você que trabalha com internet sabe disso! "Ah, entendi. Lá você poderá gravar seus vídeos, trabalhar no blog e fazer seus cursos", ele concluiu. Menino esperto (meu filho). Trabalho remoto de todos os tipos, empreendedores digitais, é muito vida real de grandes cidades, aqui, nesta cidade mais alemã do interior do Paraná! Muito show esse negócio! Comecei imediatamente a seguir nas redes sociais para não perder as novidades!

Coworking é um empreendimento onde alugam-se salas privativas ou espaços de trabalho para empreendedores, reuniões e eventos de negócios, espaços para cursos, enfim, é o lugar onde o trabalho no mundo moderno acontece. Se você é empreendedor, trabalha em home office e não deseja investir numa sala comercial, pode negociar pacotes especiais num espaço como esse, para trabalhar e receber clientes. Uma cafeteria é um bom lugar para se fazer isso, qualquer espaço público nesse estilo, mas as propostas de um Coworking é diferente. Num café nem todas as pessoas vão para trabalhar/tomar café, a grande maioria das pessoas vai mesmo para tomar café. Num Coworking a ideia é trabalhar colaborativamente.

Quem empreende e trabalha em home office sabe como às vezes bate um desânimo por trabalhar com demais privacidade na própria casa, somente contatando pessoas virtualmente, e o relacionamento presencial, faz muita falta. O Coworking vem para preencher esses vazios, estimular a criatividade trabalhando num espaço diferente, em contato com outros empreendedores, que por mais que sejam de áreas diferentes das suas, essa que é a grande jogada: talvez o que te falte no seu negócio, você encontre em parceiros no Coworking, e formarão belas parcerias de trabalho.


Já vejo não só pessoas locando salas para eventos de empresa, ou reuniões de negócios. Vejo um start para empreendedores se encontrarem para trabalhar num lugar diferente, compartilhado, e dali surgirem novos negócios e parcerias. De quebra, a cidade ganhando muito com isso! Moramos, vivemos no interior, sim, mas nossa mentalidade não deve ser de preconceito ou estranheza diante das novas tendências - tem de ser de ousadia, inovação, colaboração e parceria! Agora o espaço já existe, espero utilizá-lo e ver isso que descrevi acima acontecendo.

Temos de deixar a cultura da desconfiança de lado, de acreditar não só em nossos próprios sonhos, mas no poder das parcerias, de redes que se formam, e fazem todos empreendedores crescerem, dependendo e agregando uns dos outros de forma sustentável.


Na entrada há um pequeno e estiloso café, parece um espaço pequeno na fachada, mas ele é enorme, foi muito bem dimensionado! O espaço é lindo e aconchegante, de muito bom gosto, planejado perfeitamente para aproveitar cada cantinho. Muito clean, com espaços sóbrios e outros mais claros. Meus olhares de Designer de Interiores se encantam com cada detalhe! Espaços com mesas de trabalho, com sofás e mesas para oferecer cafés, almoços e jantares. Uma casa Coworking, como é a tendência dos escritórios empresariais: office home - escritório com espaços de casa. Amei, espero que tenha muitas histórias de sucesso para contar e frutificar deste empreendimento!

Mirta Steinmacher, a idealizadora do Coworking Panorama, em poucas palavras falou tudo no seu breve discurso. É um projeto ousado para Marechal? É, mas alguém precisa acreditar e ousar. Empreender é sonhar. Ter um sonho, acreditar nele e fazer de tudo pra realizá-lo. Mais ou menos essas palavras ela usou para falar de empreendedorismo. Empreender é fazer acontecer com ousadia! Que esse projeto possa despertar o empreendedorismo, gerar novas parcerias, fortalecer as que já existem, e ser um sucesso!

Jackson, eu, Mirta e Douglas no Café Panorama


Jackson e eu no Café Panorama


Confira você mesmo o espaço do Coworking, se é aqui da região, e curta um delicioso café! 
Anote o endereço: | Rua Rio Grande do Sul, 410. Marechal Cândido Rondon/PR. |
Irá se impressionar!

13 de abril de 2019

Reflexões sobre Espiritualidade da Cruz

| Checklist Criativo com perguntas e respostas acerca do tema Espiritualidade, a saber, a Espiritualidade da Cruz!

Espiritualidade

Este ano conforme anunciei no post que introduziu a Linha Editorial de 2019 no blog e no canal TE, comentei que faria big posts sobre cada uma das áreas da roda da vida. Já rolaram muitos posts afins aqui no blog, nessa saga de 8 anos de produção de conteúdo, e aqui neste post, além de trazer um checklist criativo de cada área, irei relacionar os principais posts afins com o tema do período. Será uma espécie de post referência aqui no blog, com uma cara Retrô e também Moderna - com os meus aprendizados sobre o tema. Como a Edel vê a palavra ESPIRITUALIDADE esclarecida na sua vida não é o mais importante aqui, mas fazer você refletir sobre, sim, e construir as suas próprias respostas. Cada item expõe exemplos, sugestões, reflexões. Até para mim mesma. Comentem o que acharam e o que gostariam de ver aqui em especial sobre o tema, que talvez ainda não tenha sido abordado até então. Espero que possamos refletir e aprender bastante juntos!


 1 | O que conhecemos por espiritualidade?

A base de qualquer espiritualidade é se conectar com algo maior do que nós mesmos na busca de paz interior, bem estar, felicidade e sentido para a vida. Alguns nomeiam esse algo maior de força superior e em resumo é de algum deus com nomes diversos que estamos falando nesse ponto. Como esse texto terá a ver com minha vida, vou tratar de uma espiritualidade que muitos ouvem mas não compreendem, que é a Espiritualidade da Cruz, e do meu Deus, que é Triúno Pai, Filho e Espírito Santo.

2 | Por que falar sobre espiritualidade num blog de organização?

Porque ela faz parte de uma das áreas da vida, e abordo o conceito organização sob essa perspectiva mais ampla. Todas áreas precisam estar em sintonia e andando juntas. A espiritualidade na vida é como a oferta na mordomia cristã, uma parte de um todo muito mais amplo e abrangente. 

Mordomia Cristã é um processo educativo de administrar tudo o que Deus nos confiou - a vida, o corpo e a mente, o tempo, os talentos, os bens e o Evangelho. O cristão, como fiel mordomo de Deus, reconhece que não pode administrar o tempo, mas pode administrar a si mesmo em relação ao tempo. E a organização na vida é muito tudo isso: administrar a si mesmo! 

É fazer escolhas, definir prioridades, viver conforme seus valores, pois tudo o que a gente faz na vida tem a ver com isso. Ignorar o que somos é loucura! Ser o que somos é coerência, autenticidade, personalidade e tudo isso é organização!

3 | A espiritualidade na minha vida

Eu nasci e fui batizada na Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Cerro Branco/RS. Como diríamos entre luteranos - "sou luterana de berço", da forma mais tradicional que existe. Meus pais tiveram uma longa história com a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, pois na Vila Paraíso, onde residiam em Paraíso do Sul/RS, na época, era a única que existia. Quando eles se mudaram para Cerro Branco/RS em 1974, começaram a congregar na Comunidade Evangélica Luterana Betel, e anos depois foi lá que eu nasci, e comecei a construir a minha história.

Quando criança, fui na Escola Dominical, e participava todos os anos dos programas de natal. Foi na igreja que falei meus primeiros versos - com certeza morrendo de vergonha das pessoas - mas era uma das condições para o Papai Noel passar lá em casa e deixar meu presente. Sempre fui anjo nos teatros e encenações, e tenho trauma de velas, pois num desses programas de Natal, como as crianças entravam tão pertinho uma das outras, e usando asas enfeitadas com algodão, uma coleguinha encostou sua vela acesa na minha asa, e pensem no forrobodó que deu, e foi feio. Queimei até meu cabelo, foi traumático mesmo.

Mais tarde fui na Doutrina e fiz minha confirmação (da fé batismal) aos 12 anos, após passar 1 ano pelo ensino confirmatório. Na igreja luterana o pastor estuda com os confirmandos diversos assuntos acerca da fé cristã, praticamente decoramos o Catecismo Menor de Martinho Lutero, e estudamos diversas histórias bíblicas que elucidam grandes verdades de Deus. É uma preparação mínima, para que possamos entender melhor nossa fé, como é a espiritualidade cristã luterana baseada no Evangelho de Cristo, e estejamos aptos a comungar na Santa Ceia, e receber o corpo e o sangue de Cristo.

Eu fui somente 1 ano, mas hoje em dia os adolescentes ficam de 2 a 3 anos nessa fase. Minha turma era gigante (41 confirmandos!) e o tempo foi muito curto mesmo. Também há controvérsias, pois o tempo e a maturidade nos ensina muita coisa depois na vida prática, por isso a importância de permanecermos fiéis e firmes na fé em Cristo até o fim.

Como diz meu marido - o certificado de confirmação não é um certificado de formação, para agora estarmos livres e fugir da igreja. É somente uma etapa que fecha um ciclo. Na verdade depois da confirmação a responsabilidade com sua espiritualidade é maior ainda. Crescer na fé e aprender não se esgota em tão pouco tempo de estudos.

Cantei em coral desde criança, acompanhando minha mãe. Meu aprendizado com música começou na igreja, tocando harmônio - aqueles antigos com foles de pedalar, sim! Não me perguntem como eu conseguia, pois não sei. Acho que sentava na ponta do banco, e sempre já alta e com perna comprida, deveria ser fácil. Foi por causa da igreja que não perdi a prática musical, pois desde que me conheço por musicista, as teclas e as cordas me atraem.

Não gosto de ser sempre plateia, sentar no banco, gosto de participar ativamente do culto de alguma forma. Sempre fui assim desde pequena. Se Deus me dá um dom, penso que não é para usar somente para mim mesma, para me realizar, divertir ou distrair. Se posso usá-lo para levar sua palavra e louvá-lo, é isso que devo fazer.

Na época de juventude, participava do teatro, super admirava os amigos desinibidos, e talvez seja uma mistura um pouco de todos eles hoje. Também tive bons papeis, a de cigana que adivinhava o futuro que mais me marcou. Os conteúdos das peças ficaram memorizados em algum lugar da minha mente, não recordo de nenhum, mas de sua essência sim. A realidade da família, a mensagem de Deus e do mundo, a porta do céu, o desafio da cruz, ah... são boas lembranças.

Foi nessa época conheci meu marido, estudante de Teologia, num dos Encontrões do Seminário. Alguns anos depois eu me tornei esposa de pastor. Lembrando como eu era, e como sou hoje, só posso agradecer a Deus por todas oportunidades que ele me concedeu, para ouvir, ouvir, ouvir, até conseguir realmente mudar o que precisava mudar na minha vida.

Aprendo muita coisa incrível na igreja, que faz toda a diferença na minha vida. Há pastores, esposas de pastor e líderes que são grandes exemplos para mim. Quando alguém encontra e cita organizacão na Bíblia (e como tem!) aí é uma festa no meu coração! Leia Eclesiastes 3, sobre ter tempo para tudo.


4 | Já buscou formas alternativas de espiritualidade?

Óbvio que sim. Eu queria arrumar um namorado minha gente, então eu apelei para todos os deuses, porque as orações normais não estavam dando resultado. Na adolescência lia aquelas revistas de menina, e numa delas tinha uma reportagens sobre Anjos. Comecei a orar para meu anjo da guarda, acender incensos para ele, e enfim, acreditei que aquilo daria certo. Fiz simpatias com uma imagem do Santo Antônio, pois segundo os manuais, era flechada na certa. Lia com disciplina o horóscopo no jornal. Até comecei a me interessar em astrologia, e a regular minhas tentativas amorosas segundo a lua. 

Comecei a construir meu mapa astral, signo ascendente e descendente, e caraca, como tudo parecia fazer sentido. Para passatempo. Quando meu amigo Jackson (hoje marido) marcou de me encontrar bem numa lua minguante eu surtei - não era uma boa fase para iniciar qualquer história de amor. A história já tinha iniciado, em outra lua, bem lá atrás, nem sei qual. Para ele. Enfim, a flecha do cupido foi na direção errada, meus amigos deuses não ajudaram muito a mirar no cara que eu queria. 

Aquela altura do campeonato, subi lá no coro da igreja Betel e bati um papo com Deus. "Olha, ele não é o cara que eu quero, mas tu é que sabe. Te pedi um cara assim, assim, e assado, mas não tô conseguindo esclarecer quem é para ser ele, as relações não estão fluindo. Me mostra, por favor, para não fazer besteira. Já que esperei tanto tempo, não custa esperar mais um pouquinho e fazer a escolha certa." Foi algo mais ou menos assim, e a resposta veio, não muito tempo depois. 

Assim, essas outras alternativas de espiritualidade ficaram no passado, bem passado. Tentar manipular a divindade é inerente a natureza humana. Eu errei, mas Deus foi extremamente bondoso comigo.

Reflexões sobre Espiritualidade da Cruz


5 | O que é a Espiritualidade da Cruz?

Existem dois tipos de Espiritualidade: da Glória e da Cruz. A Espiritualidade da Glória tem diferentes enfoques, que podem ser moralismo - seguir leis morais para alcançar os ideais espirituais, da especulação - buscar pelo conhecimento encontrar a verdade e o saber supremo, e do misticismo, que é pelas experiências místicas que envolvem o emocional do ser humano, tornar-se um pequeno deus de si mesmo ou o próprio deus.

A Espiritualidade da Cruz é diferente, pois reconhece em primeiro lugar que jamais o ser humano imperfeito pode chegar a perfeição. Qualquer tentativa que ele faça, seja perfeição moral, de entendimento supremo, ou de experiência mística, ele definitivamente não conseguirá, pois perfeição não existe. É louvável desejar fazer boas obras, tentar ser melhor a cada dia, mas se for para ganhar alguns pontinhos com Deus, tudo não passará de uma busca que acabará em vazio e frustração. Viver a espiritualidade sem crença religiosa é possível, mas em algum momento se torna vazia, e faltará algo.

A Espiritualidade da Cruz foca no Evangelho, na obra de Cristo, que cumpriu a lei moral em nosso lugar, tem todo o conhecimento e realmente ressuscitou por nós. Tudo é obra de Deus, nos basta crer. É ele quem se torna um conosco em Jesus Cristo, é ele quem revela a si mesmo pela sua palavra, é ele quem perdoa nossa conduta, e em Cristo, vive a vida perfeita por nós. Isso parece loucura ao ser humano, por isso a Espiritualidade da Cruz é centrada no que Deus faz, e o viver a espiritualidade é reconhecer essa obra de Deus, o que ele realizou na cruz por nós e continua a realizar na vida das pessoas. Veja mais sobre a Espiritualidade da Cruz conferindo a resenha que fiz do livro.


6 | A vida cristã é tribulação

O fato de "viver na igreja" e/ou ser cristã não me torna melhor ou mais merecedora de qualquer graça. Reconhecer que preciso sim, buscar viver da melhor maneira as vocações que Deus colocou na minha vida, isso sim, é viver a minha espiritualidade na prática. Proclamando a palavra de Deus, mesmo que eu também erre.

A vida cristã é tribulação. É reconhecer nossa imperfeição humana. Depressão, ansiedade, bagunça, desobediência, doenças, hipocrisia, autoritarismo, preconceito, partidarismo, tudo isso assola cristãos e não cristãos. Assim como a chuva e o sol, e uma estação sob a outra vem para todos.

Se falarmos em igreja cristã da história, temos bons motivos para nos revoltar. Culturalmente falando, houveram épocas críticas. Inquisição, cruzadas, colonialismo, imposição de religião, falcatruas, alienação, é delicado hoje em dia se denominar cristã, evangélica, luterana - diante de tantas vertentes e manchas do passado registradas na linha do tempo.

Às vezes não estamos bem resolvidos com nossa própria fé, e isso dói reconhecer mais do que qualquer imperfeição que se tenha. Se tem algo que nos mantém firmes, é não fugirmos de Deus e permitir que ele possa continuar fortalecendo nossa fé. Fugir dele faz a gente se acostumar com o distanciamento, e pensar que está tudo bem. É tudo questão de rotina e hábito. Deus já fez tudo por mim. Não há nada que eu possa fazer pela minha vida espiritual que ele já não tenha feito. Mas por causa da minha natureza pecaminosa posso chutar o balde e renegar a obra de Cristo por mim, nos momentos em que a fé está oscilando pra baixo.

Posso ter boas ações, seguir as leis morais que ele colocou no meu coração, posso estudar e buscar conhecimento sobre a minha própria espiritualidade, posso me sensibilizar e emocionar com a música cristã contemporânea, mas na vida prática, é viver e trabalhar, e deixar Deus ser Deus. Contemplar mais o sagrado e criticar menos. Parar de questionar o inquestionável. Viver a vida que ele me dá para viver, com gratidão em meu coração.

7 | Como viver a espiritualidade da cruz na prática? 

  • Viver as vocações (trabalho - ocupação) para as quais fui chamada por Deus, no dia a dia: esposa, mãe, dona de casa, amiga, filha, profissional e em trabalhos voluntários, que sirvam de alguma forma outras pessoas.
  • Criar momento de meditação diários - mesclados com oração e palavra de Deus. Quem sabe ouvir uma mensagem devocional da Hora Luterana.
  • Aprender mais sobre ensinamentos práticos solicitando gratuitamente os livretos ou um Curso Online da Hora Luterana.
  • Ouvir músicas cristãs da rádio Cristo para Todos.
  • Repassar esse legado espiritual aos meus filhos.
  • Participar de uma igreja cristã que pregue Lei e Evangelho conforme as Escrituras.
  • Receber a Palavra de Deus e o Sacramento da Santa Ceia - as dádivas de Deus para fortalecimento da minha fé.
  • Louvar a Deus com meus talentos.
  • Refletir nas orações, na liturgia, na pregação, nos cânticos, estar presente de corpo e mente durante o culto.
  • Auxiliar nos projetos da igreja voluntariamente dentro dos meus dons e vocações.
  • Proclamar o Evangelho de Cristo sempre que tiver oportunidade, mesmo sendo imperfeita e tropeçando nas palavras.

Pulseira Evangelística que conta o plano da salvação


8 | Que práticas você tem de espiritualidade? 

  • Algo que é recomendado é fazer devoções diárias, com leitura bíblica, meditação, oração, cantos. Todos os pastores aconselham criar esses momentos devocionais em família, ou entre o casal, para fortalecer a comunhão e estimular o ensino, no caso, aos filhos. É uma prática maravilhosa, mas em dias atuais onde cada integrante da família tem o seu próprio calendário, priorizar o crescimento espiritual em família é uma atitude louvável. Eu preciso melhorar nesse ponto.
  • Orar todos os dias, antes de dormir, ou quando acordamos, nem que sejam aquelas orações flecha - obrigada Senhor por mais um dia!
  • Antes das refeições nós oramos, é um momento sagrado, onde agradecemos a Deus pelas bênçãos recebidas do alimento.
  • Geralmente todo final de semana participo do culto, que é uma oportunidade de participarmos da Comunhão - Santa Ceia, e também de nos fortalecermos com a Palavra de Deus, pregada e anunciada, do começo ao final da liturgia. A igreja luterana é tradicional nesses métodos, e bem organizada nesse sentido, com etapas claras e bem definidos, cheias de um significado especial.
  • Existem eventos de todos os tamanhos: locais, distritais, regionais, nacionais, com diferentes propósitos e formatos (casais, leigos, servas, pastores, esposas de pastor), mas sempre unidos no propósito maior de levar Cristo para Todos, e sempre de novo, para nós mesmos também nos animarmos, crescermos e nos fortalecermos na Palavra de Deus.
  • Esse buscar conjunto pela Palavra nos fortalece no dia a dia, pois a espiritualidade cristã luterana não se limita ao templo. É estendida nas vocações que fazem parte da vida de cada um - cuidar do seu bebê, cuidar da sua casa, cuidar da sua família, realizar um trabalho voluntário, exercer sua profissão. É no dia a dia que se vive os frutos da fé, e nos desafios da convivência com o próximo, seja ele quem for e aparecer do nosso lado. 

9 | Que livros sobre espiritualidade cristã você recomenda?

A base da doutrina cristã está expressa na Bíblia Sagrada, mas existe um livro que esclarece muitos aspectos dessa doutrina que é o Sumário da Doutrina Cristã. Eu tinha muitas dúvidas (mmmmmmuitas mesmo), queria saber se o que está Bíblia Sagrada é realmente verdade diante de tantos outros livros sagrados, de onde surgiu o “capeta”, onde é o céu, onde é o inferno, se tudo isso existe mesmo, o que acontece depois da morte, por que tem toda essa liturgia sagrada acerca das coisas de Deus, ufa, muitas coisas mesmo. Meu namorado (hoje meu marido) me deu este livro de presente, e embora não seja uma apaixonada por teologia, tive de ler o livro para entender o básico da história. O livro a Espiritualidade da Cruz, cuja tradução foi lançada no Brasil e 2014, foi a chave para entender de uma forma mais simples e clara sobre a espiritualidade da cruz, que eu deveria estar vivendo com mais entendimento e clareza, porque viver essa espiritualidade, eu já vivia.


Datas Comemorativas:

Reflexões | Li por aí

Músicas:

Crônicas da Edel:

Espiritualidade na Prática:
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Estou ensaiando há muito tempo o que escrever e/ou como falar sobre minha própria espiritualidade. Parece um tema delicado, que envolve um pouco de Teologia (o que me estremece e bloqueia), mas muito mais de Evangelho, e isso cada um sabe levar do seu jeitinho. Porém se entendermos o significado do viver a espiritualidade - o próprio trabalho que busca fazer a diferença na vida de alguém - é uma prática espiritual. Então tudo aqui é para você, para te ajudar de alguma forma, sem desejos egoístas, mas com um sentimento de que faz muito bem para mim, e busca despertar reflexões legais também para você! Sigamos em frente nessa vocação, e com esses ensaios!
 

11 de abril de 2019

Espiritualidade da Cruz | Resenha do Livro

| Espiritualidade da Cruz

Espiritualidade da Cruz é um livro escrito por Gene Edward Veith Júnior, que relata a experiência do autor na sua busca pela espiritualidade, e seu feliz encontro com a Espiritualidade da Cruz, regado a muitas referências teológicas, mesmo que a narrativa seja muito informal, sem muitas citações bíblicas e destes autores. Percebe-se que o autor mergulhou a fundo na teologia, para trazer de uma forma simples e didática a essência da doutrina cristã luterana.

Resenha do Livro Espiritualide da Cruz

Deveria instigar você a ler o livro, mas esta resenha terá um caráter diferente. Ela terá mais cara de resumo do que tom crítico, pois eu simplesmente amei esta leitura. É o livro que entrará para minha coleção de cabeceira, e que precisarei reler com mais frequência. Fiquei perplexa, pois não encontrei NADA em nossa imensa internet sobre o assunto, e preocupada, pela responsabilidade de escrever sobre, mergulhando nesses assuntos teológicos sem ser teóloga. Então tentei reunir neste post as partes que considerei mais interessantes compartilhar, para que você possa entender acerca do assunto, sem expor tanto em tom crítico ou provocativo a leitura. O que está escrito aqui, foi baseado do livro, não são invenções da Edel, mas eu assino embaixo em todos os capítulos, do começo ao fim. É um conhecimento que cristãos seguidores da Espiritualidade da Cruz deveriam explorar mais. Como eu, estou falando primeiramente para mim mesma!

1 | Buscando a espiritualidade

A busca do ser humano por espiritualidade está muito direcionada a experiência prazerosas e místicas, afirma o autor, além de um sentimento de significado e bem-estar. Porém as pessoas não gostam de se deparar com exigências desconfortáveis, sejam elas racionais, comportamentais ou de posição social. "Elas querem experiência religiosa sem crença religiosa".

Porém toda espiritualidade traz consigo uma teologia, não só uma experiência religiosa, mas também uma crença religiosa, mesmo que ela seja desconhecida, esteja "no piloto automático" onde não paramos para compreendê-la de verdade como ela é. Talvez se muitos buscassem esse entendimento, a verdade por traz da espiritualidade que confessa, se decepcionariam a tempo, e continuariam como fez Gene Edward Veith Júnior, na busca por aquela que contenha também riqueza de conteúdo. Ou permaneceriam verdadeiramente fiéis a espiritualidade que professam, sem transitar por tantas outras, ou ainda, continuariam como eu, mais curiosos pela própria, como era quando adolescente.

Espiritualidade não pode ser somente uma experiência transcendental, sem conteúdo, sem teologia, pelo prazer e bem-estar momentâneo. Isso é uma busca vazia, sem consolo, sem segurança alguma. A espiritualidade deve responder muito mais do que o óbvio. De onde vim? Para onde vou? Para que seguir tradições e valores? Para que me relacionar com Deus? O que eu preciso fazer para ser salvo? O que eu preciso fazer para viver minha espiritualidade na prática?

Os capítulos do livro que passam pela Justificação, os Meios da Graça, a Teologia da Cruz, a Vocação e Vivendo em Dois Reinos, respondem claramente estas perguntas à luz da Espiritualidade da Cruz. Durante a leitura do livro conclui que viver a espiritualidade sem entendê-la também perde o sentido. Isso não é vivê-la plenamente. Passei a entender melhor minha própria vida espiritual, e a reconhecer o quanto preciso buscar conhecer mais sobre a graça de Deus. Preciso sim, viver a espiritualidade no dia a dia, mas o culto também tem seus ápices que precisam ser mais valorizados, não por tradição ou meros rituais, mas por ser ordem de Deus e realmente algo sagrado. Deus se manifesta através do secular em nossa vida, e nem sempre reconhecemos isso como deveríamos.

2 | Espiritualidade da Glória x Espiritualidade da Cruz


Ele exemplifica bastante no livro a Espiritualidade da Glória, que vem totalmente de encontro a Espiritualidade da Cruz, e acaba caindo para um destes três modelos: o moralismo, a especulação e o misticismo. No moralismo o ser humano busca alcançar a perfeição de conduta, na especulação a mente tenta alcançar a perfeição de entendimento, e no misticismo a alma tenta alcançar a perfeição ao se tornar uma com Deus. Os três caminhos são frustrantes, pois o Palavra de Deus nos diz em Romanos 3.10-11. que "não há justo nem um sequer (para acabar com moralismo), não há quem entenda (para acabar com a especulação) não há quem busque a Deus (para acabar com o Misticismo)", exemplifica o autor.

Já a espiritualidade da cruz começa com o reconhecimento da nossa imperfeição humana. Reconhecer nosso caos espiritual, que nada podemos fazer para organizá-lo. Sim, para ele não há solução. Só há arrependimento, confissão de culpa e mudança de vida quando se passar por esse reconhecimento real de nossas imperfeições. Então Deus nos presenteia com seu Evangelho o que faz a diferença.

Nós não nos salvamos a nós mesmos, não espiritualmente falando. Se evangelho é boa nova, é esta a boa nova que a espiritualidade da cruz nos apresenta. Todo o esforço humano para alcançar a Deus é fútil, pois tudo é obra Dele. Deus faz tudo por nós. É ele quem se torna um conosco em Jesus Cristo, é ele que revela a si mesmo pela sua palavra; é ele quem perdoa nossa conduta e, em Cristo, vive a vida perfeita por nós.

3 | Carregar a sua cruz

A doutrina da cruz reconhece que a vida do cristão não é um estado de plenitude constante, mas de um oscilar dinâmico entre altos e baixos na fé, conhecimento do pecado e conhecimento do perdão, arrependimento e confiança. Sim, existem altos e baixos na fé do cristão, em outras palavras.

Enquanto que a teologia da glória defende que cristãos não sofrem, e se tiverem fé suficiente receberão bênçãos, cura, prosperidade e sucesso, a teologia da Cruz é prática e realista. Ser cristão é carregar a sua cruz. A nossa cruz não é escolha nossa, são provações e dificuldades que acontecem e estão fora do nosso controle.


O sofrimento do cristão também não é sinal de falta de fé, não é punição nem castigo de Deus, não é uma maneira de iluminação espiritual. É consequência do pecado. Viver na tribulação, carregar nossa cruz nesse mundo, ou seja, nossos fracassos, frustrações, limitações, dificuldades, batalhas e sofrimentos, parece que deveria ter uma recompensa, valer alguns pontos com Deus. Tudo isso só nós mostra o quão dependentes somos. Do amor e da misericórdia de Deus.

O que fazer diante dos sofrimentos? As provações acontecem para que nos agarremos a Palavra de Deus, coloquemos nossa vida em suas mãos, e nos relacionemos com ele através da oração. Crescemos na fé por meio da tribulação e da Cruz. É nesses momentos que acontecem as orações mais fervorosas, e Deus está sempre pronto a nos ouvir.

4 | Vivendo a espiritualidade da cruz


O autor descreve que passou por diferentes tipos de experiências espirituais que tinham enfoque em moralismo, especulação e misticismo, e todas elas terminaram em frustração. Foi quando descobriu algo diferente no culto luterano. Apesar de ter sentindo como se tivesse voltado a Idade Média, ele brinca, ficou igualmente admirado com a organização do culto, da cada etapa da liturgia, e especialmente com a Palavra de Deus, que estava presente do começo ao fim da celebração. Ele descreve mais sobre sua experiência no primeiro e no último capítulos do livro, ao introduzir e ao fazer o fechamento do tema espiritualidade da cruz.

Fiquei um tanto chocada com seu relato, pois quem é "luterana de berço" como eu, e sempre conviveu nessa realidade, muitas vezes segue as liturgias luteranas meio no "piloto automático", sem reconhecer a riqueza real que existe por trás delas, por mais tradicionais que pareçam. Como o autor escreve, o que acontece no templo é sagrado, é preciso haver essa distinção de secular e sagrado, e seguir uma ordem ou um método torna esses elementos comuns - a música, o pão, o vinho, entre outros elementos - um sentido diferenciado e especial. Algo que sempre me atraiu na doutrina luterana foi exatamente a riqueza da Palavra de Deus, pregada pura e verdadeiramente. Não há motivo para outra busca espiritual, se ora, nem conheço teológica e profundamente a minha própria.

Num último capítulo o autor reforça que... "É impossível ser luterano, na verdade, sem a Igreja. Lei e Evangelho, a palavra salvadora, e os sacramentos, a vocação do pastor e a real presença de Cristo dão ânimo a cada parte da liturgia. Toda semana, no culto, os cristãos tomam parte em um drama divino, um mistério, no qual os dons de Cristo são recebidos."


Participar da comunhão da Santa Ceia é o ápice do sagrado na espiritualidade da cruz, pois cremos que recebemos o corpo e o sangue de Cristo, não simbolicamente, mas verdadeiramente, para perdão dos pecados e fortalecimento da nossa fé. Assim como cremos que no batismo o milagre da fé acontece na vida de um bebê, na Santa Ceia cremos que o milagre do fortalecimento da fé, que Deus nos dá, aconteça naquele momento. Esta é a experiência mais mística, se fôssemos usar este termo, o momento supremo do culto, onde Deus vem até nós.



5 | Vivendo a vocação

A doutrina da cruz parece loucura, Deus faz tudo por mim, e o que eu faço pela minha própria espiritualidade? Eu vivo as vocações, e o livro tem um capítulo incrível que fala só sobre isso, elucidando muito bem como Deus age na vida das pessoas através das diferentes vocações e/ou ocupações que temos em nossos trabalhos e afazeres diários.

Enxergar um significado espiritual não no extraordinário mas no ordinário, na vida do dia a dia, poderíamos citar como outra loucura da espiritualidade da cruz. Todas as pessoas, crentes ou não crentes, tem ocupações, e com seu trabalho servem uns aos outros. O que é amar o próximo? Muitas vezes me fiz essa pergunta. Amor é ação. É serviço. Este é o propósito das vocações. Deus está fazendo o bem e levando seu amor através de nós, quando cuidamos de nossa família, das pessoas que passam pela nossa vida. Quando li este trecho me arrepiei, e finalizo esta resenha com ele:

A satisfação que sentimos com o nosso trabalho é algo espiritual. Quando você faz aquilo que faz melhor, quando você está tão envolvido em seu trabalho ou em sua arte e está tudo indo tão bem que você está, como se diz, numa boa, então Deus, que lhe deu os seus talentos e a sua vocação, está bem atrás de você.
Pode parecer loucura crer na teologia da cruz, mas racionalmente falando é a que mais parece fazer sentido em toda a sua doutrina. Amor é loucura, e dia a dia. A vida é loucura, e dia a dia. Por que a espiritualidade teria de ser diferente?  É puramente viver o dia a dia também, com seu altos e baixos, existe algo mais normal que isso? Viver no êxtase, na paixão avassaladora, no extraordinário o tempo inteiro seria estressante, e não nos permitiria ser quem somos e fazer acontecer, com discernimento e leveza.

Aconselho a leitura do livro se você deseja de forma simples e clara entender mais acerca da Espiritualidade da Cruz, e de como viver com mais propósito em sua vida, entendendo como viver a espiritualidade na prática. Há bem mais tópicos maravilhosos na abordagem, mas tentei reunir aqui, o que considerei o essência. Quaisquer perguntas que surgirem, deixem nos comentários. Se não souber responder, enquanto "leiga" no assunto, consultarei um teólogo.

10 de abril de 2019

A pulseira evangelística que conta o plano da salvação

| O Evangelho de Jesus contado de uma forma criativa e lúdica!
Vejam só que DIY super especial: a pulseira evangelística que conta o plano da salvação! Recebi esta pulseira de uma amiga, e me animei de gravar um vídeo para vocês contando o lindo e especial significado dela, que descreve de uma forma muito criativa a base da espiritualidade cristã e o Evangelho de Jesus! No vídeo comento que a organização é essencial para gerenciarmos as diversas áreas da vida, mas estamos somente de passagem por aqui por esse mundo (é, na real, é isso mesmo), por isso não podemos deixar de refletir e cuidar com carinho de nossa espiritualidade! Espero que gostem do meu jeitinho de contar a história, e fiquem a vontade para compartilhar comigo sua crença, se também são cristãos, ou se professam outra fé!

A pulseira evangelística que conta o plano da salvação



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8 de abril de 2019

Eu?! Embaixadora da Região SUL na POB?

Não sei nem como começar este texto. Nunca imaginei (nunca imaginei mesmo) que poderia ser convidada para representar as Personal Organizers da Região Sul (RS, SC e PR) num evento nacional, ou melhor, no maior evento de organização da América Latina. Isto é... surreal! Quanto a Clarissa Aranha conversou comigo, e me fez o convite, fiquei sem palavras, e antes mesmo de dizer lógico que topo, no meu coração já estava aceito. Não é algo que se possa negar, mesmo que nem estivesse na sua lista de desejos para realizar um dia. Quando afirmo que os sonhos Deus para nós são melhores do que os nossos, vejo claramente que esta afirmação na minha vida é muito verdade. Obrigada Deus!

Esclarecendo: fui convidada para ser a Embaixadora da Região Sul na Conferência Personal Organizer Brasil que já está na 6ª edição e é um evento de 2 dias que reúne tudo de melhor e mais atualizado de organização num só lugar, em SP, a saber - conteúdos, profissionais, produtos, pessoas interessadas nessa energia boa e que transforma a nossa vida! É um presente essa notícia, muito obrigada a Equipe Organizadora pela confiança e reconhecimento pelo meu trabalho! A partir de 2019 teremos uma embaixadora nacional - Clarissa Aranha, uma embaixadora de honra - Kalinka Carvalho, uma embaixadora Internacional - Roberta Andrade, e cinco embaixadoras regionais, a saber - Kivia Nunes (Região Sudeste), Marthinha Sol (Região Norte), Melissa Albuquerque (Região Centro-Oeste), Bárbara Dias (Região Nordeste) e Edeltraut Lüdtke - euzinha que vos escrevo (Região Sul). Diferentes sotaques que expressarão numa só voz - Vem pra POB 2019, quer será surreal!

Embaixadoras POB 2019

Embaixadoras Conferência Personal Organizer Brasil 2019

Embaixadoras Conferência Personal Organizer Brasil 2019


Eu fiquei literalmente fora de mim, tão feliz, eufórica, de não conseguir dizer coisa com coisa, somente - não acredito que isto esteja acontecendo! Repetindo para mim mesma: "Eu? Embaixadora da Região Sul na POB? Eu! Embaixadora da Região Sul na POB!" Ainda bem que temos um tempo para processar os acontecimentos, e que não sou a louca dos stories, para sair contando para todo mundo, pois naquela hora juro que bateu uma vontade de fazer isso, assim eu contaria tudo, de uma vez - mas ainda não haviam sido feitas as divulgações oficiais. As euforias também nos ensinam a ter paciência, e a agir com cautela. Então comecei a contar para família e amigos do coração. Ah... foi muito legal compartilhar essa notícia!

Alguns amores que temos em nossa vida são estranhos. Nos fazem agir como adolescentes apaixonados. Ora é um amor calmo, maduro, consciente, ora é uma paixão louca, avassaladora, que te faz viajar nas nuvens. Trabalhamos no amor, e nos motivamos para trabalhar na paixão. A organização faz essa bagunça comigo, se é que você me entende. Como é bom sentir esses êxtases na vida de vez em quando, já me vi lá na POB 2019. Quase não consegui dormir naquela noite de sexta-feira, 5 de abril de 2019. Passou um filme de POBs na minha cabeça.

Recordo da primeira POB, quando estava grávida do Miguel, em fase de mudança de SC para o PR, e não participei presencialmente. Meu coração estava lá, não acreditando no caminho que estava se abrindo para a organização no Brasil. Eu queira muito ter ido, mas me faltava muita coisa: ousadia, segurança, confiança, foco e maturidade. Não estava em condições, mesmo.

No segundo eu participei, no terceiro também, no quarto também... e cada vez aquele sentimento vinha com toda força novamente. A gente se emociona que nem grávida sensível e emotiva, e a transformação óbvia (que já sabemos de trás para frente) que a organização provoca em nossas vidas fica tão, mais tão evidente num evento desses que não tem como não retornar para casa com um gás de inspirações e motivação.

Senti falta disso na quinta POB, quando não fui, e fiquei um tanto silenciosa. Eu perdi a visita na Empresa Dello, em Minas Gerais, que estava no roteiro em 2018, e não gostei dessa lembrança. Estabeleci outras prioridades para meu ano, estava mergulhada nos estudos de GTD e outros cursos, viagens só com o marido, que pensei: tudo não dá para abraçar, né? Tempo. Não era o que exatamente queria fazer, mas foi uma escolha consciente.

Foi bom para perceber o quanto faz falta, e realmente não se pode perder. Para continuar perseverando, para não desistir, para focar no que deve ser - o caminho que escolhemos para trilhar, e para sentir aquela energia contagiante, viciante e transformadora, que só a organização faz na vida da gente! Eu preciso da POB, e se você que é Personal Organizer já foi ou irá, também irá sentir isso. Ela é viciante.

Aqueles ingredientes que faltavam e citei acima foram sendo aprimorados e hoje estou aqui. Mais ousada, segura, confiante, focada e madura. Contando para vocês essa baita novidade! Sei que talvez deveria ser mais formal, certinha, menos entusiasta... mais pé no chão... mas deixemos as formalidades para alguns momentos oficiais e discretos que a vida real nos exige. Na intimidade dos textões e vídeos, vocês me verão assim... como a Edel realmente é.



3 de abril de 2019

Relacionamentos Superficiais: mais amor, por favor!

| Refletindo sobre relacionamentos superficiais: vamos ter mais empatia!
Alguns de vocês tem me perguntado sobre assuntos que nunca curti nem me senti muito confortável para falar. Falar mais sobre vida, é não só uma responsabilidade, mas muito delicado. Espero conseguir ser sábia nas minha colocações, e provocar a reflexão sobre alguns temas interessantes. A inspiração para a série Fala Edel deste ano vem de diversas fontes e situações da vida. Vida pessoal e impessoalidades da vida se misturam fazendo com que te pergunte: Como você está de verdade?! Ouça mais! Importe-se mais em ouvir de verdade o outro do que falar de si mesmo. Aprende-se muito com isso! É o divã que o mundo e as pessoas carecem. Se gostar deste vídeo, por favor, espalhe ele para as pessoas que ama. Se quiser me contar como você está nos comentários ou por e-mail, fique a vontade! Amo ouvir histórias...

Relacionamentos Superficiais: mais amor, por favor!



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