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12 de fevereiro de 2019

O desafio #10yearchallenge da Edel precisa ter Casa, Vida e Trabalho!

O que não pode faltar num desafio que a Edel se joga? Casa, vida, trabalho e... textão aqui no blog! Esse tá UP! Por enquanto que lá você só olha foto, a legenda, e talvez nem leia, aqui você lê, reflete e isso é muito maior! Se quer conhecer a Edel de 2009 e a de hoje 2019, espia este texto! Sou apegada às palavras e exagerada, então, não caberia numa legenda! Minha versão para o desafio #10yearchallenge! PS: O desafio #10yearchallenge da Edel precisa ter Casa, Vida e Trabalho! e claro, chegar atrasado porque... desta vez a Edel estava de férias! Talvez os números estejam trocados, para evitar reconhecimentos faciais, locais e empresariais.


VIDA

Desafio #10yearchallenge

TRABALHO

Desafio #10yearchallenge

CASA

Desafio #10yearchallenge


A Edel de 2009

Eu estava com 27 anos, e com nenhuma pressa. Queria estudar, trabalhar, ganhar dinheiro, me divertir, algumas vezes parar no tempo. Fazer tudo o que não poderia mais fazer se um dia alguns anos depois me tornasse mãe. Queria viver a liberdade dos vinte e poucos anos com mais sabedoria. Estava no caminho. Me sentia plenamente realizada, mesmo cheia de sonhos, estava vivendo os momentos atuais, em geral de bem com a vida. Superei-me em muitas dificuldades.

Naquela época estava vivendo a fase mais plena da minha vida até então, realizada com minha casa, com minha vida e meu trabalho. Eu vivia para organizar tudo o que fosse, e ainda ganhava pago por isso! Gerenciar um sistema de gestão da qualidade para meus padrões era algo top das galáxias, secretariar e organizar reuniões, monitorar planos de ação, assessorar gestores das áreas estratégicas e táticas, puxa, não era TOP? Para mim, era.

Começamos a poupar, compramos nosso carro, e com as amigas tendo bebê, vivendo a plenitude da maternidade, eu tive lindos exemplos ao meu lado para me inspirar. Eu fazia uma pós em Administração, pois tinha ganho um percentual em bolsa de estudos como aluna destaque na faculdade. Fiz minha carteira de motorista, mesmo super medrosa para dirigir. Minhas amigas de infância já dirigem desde os 15 anos, estava na hora, né? O plano era aos 25, já estava quase com 28. Vivenciamos uma espécie de "maternidade precoce", pois meu sobrinho morou um tempo conosco, até engrenar no trabalho, casar e seguir sua vida! Foi uma fase muito legal... Mas eu com aquela pós não programada, concluindo essa fase acadêmica, comecei a sonhar em ter filhos e empreender num negócio de Organização.

O casamento estava bem, obrigada, embora eu fosse exigente com as coisas, e sempre considerei que poderíamos melhorar muitos aspectos. Em ambos - em mim e nele, mas eu só via nele, na época. Já eram 8 anos juntos, em Jaraguá do Sul. Éramos só nos dois, bem, em partes, mas éramos.

A veia musical estava um pouco bem ferida, não entendia algumas coisas como entendo hoje, e que uma pós em 2015 abriu a minha cabeça. É evidente que minhas soluções terapêuticas às vezes são bem caras.

Eu comecei o ano colocando em prática o livro 52 coisas para mudar a sua vida, que já rendeu uma série especial por aqui.

Eu já me sentia vivendo a vida dos meus sonhos. Eu não fiz tudo o que desejei naquela época, mas muito mais.

Eu era totalmente sem noção para aparência, imagem, looks. Até curtia uma make, mas achava que não sabia fazer, e não fazia. Depois comecei a me interessar e aprender. Mas era bem sem graça. Linda, aos 27, e sem graça para me fazer mais linda. Me considerava organizada, e até era, mas vivia uma fase de aprender a desapegar, lição bem difícil. Me enrolei muito, pois guardava coisas demais.

Vivia numa fase de trabalhar para ter as coisas, e estava bem envolvida numa "sociedade do consumo". Eu quero, eu posso.

A Edel de 2019

Agora estou com 37 anos, rumo aos 40, igualmente, sem pressa. Mas com uma certa ansiedade do que está por vir. Ainda há tanto para fazer e realizar! Ainda há coisas que nunca fiz e quero fazer. Sinto-me realizada olhando para os últimos 10 anos, pois foi exatamente o que aconteceu que eu eu desejei e previ, lá atrás. Claro que não pensei que mudaria tanto, mas creio que os acontecimentos da fase dos trinta e tantos anos quebram nossas infantilidades, e nos tornam mais adultos. Mais seguros. Mais bem-humorados. Mais "cobras criadas" para identificar lobos maus e gatinhos indefesos. Intuição sempre forte, embora insanidades fazem parte. De uma pessoa calma, tranquila, medrosa, reprimida, para uma pessoa curiosa, calma, tranquila, mas como dizem por aí "mares calmos escondem ondas fortes e intensas".

Hoje eu posso dizer que construí a vida que desejei há 10 anos atrás, com a benção de Deus.

Não pedi dinheiro. Pedi tranquilidade, amor, tempo, liberdade, qualidade de vida, uma família cristã unidade e feliz. Um trabalho que me permitisse flexibilidade para cuidar dos meus filhos. Um trabalho que pudesse realizar de casa. Ganhei dois meninos lindos, onde para um tudo está bom, e para o outro as coisas podem ser, de preferência, como ele quer. Como eu. Mas a gente se acerta, pois eu sei a forma de levar esse gênio. Antes amiga do que inimiga! Prefiro a contradição do que o conformismo de que está tudo bom. Às vezes não está, é preciso mudar.

Nesses encontros e desencontros da vida, ganhei mais dinheiro com música do que com a organização. Nunca faltou nada. Só vergonha na cara para reconhecer as incontáveis bênçãos de Deus. E que realmente pedir sabedoria é melhor que pedir dinheiro. Pois com muito em fases de abundância ou pouco, em fases de escassez e crise é a sabedoria que fará você não perder a cabeça e fazer besteira. Vivemos ambas fases nos últimos 10 anos.

Receosa de falar besteira me calei tantas vezes. Tem causas que defendi nesses 10 anos, em posts e vídeos que dá vontade de tirar do ar. Deletar. Desapegar. Por isso que talvez não seja uma influência interessante financeiramente falando: eu falo do que me interessa, do que eu acredito, que pode ser útil pra você. A escolha é sua, amo quando discordam de mim. E tudo bem em ter mudado de opinião. Meu silêncio é a resposta.

Em 2009 eu sonhava por influência dos amigos, a construir nossa casa num lugar bacana - mas onde escolher? Se detesto o frio da serra, não é um padrão de vida que me atraia, nem um chalé no mar, pois praia é nojentinho, aquele sal grudento da maresia? Se a cidade grande não me atrai pra viver atrás das grades, e a calmaria do interior ainda é minha escolhida, mas temo cansar disso um dia?

Meu lugar imperfeito e ideal ainda não conheço, talvez, mas irei encontrar. O conceito de vida e trabalho é moderno e peculiar, tenho indícios de que o de casa também será. Pois não me apego a lugares, nem a coisas. Me apego a pessoas essenciais, a experiências que desejo repetir, me apego a ideias, e a do viver com significado é uma delas. Não faz mais sentido? Fui.

A Edel de 2019 é uma mulher rumo aos 40 anos precisando sair da sua zona de conforto para ir mais além. Os sonhos se renovaram, ela caiu e se frustrou tanto, que às vezes não vê solução para algumas situações da vida. A Edel de 2019 está sofrendo nesse processo em "ser sábia". Sabia que o sabiá não sabe assobiar? Eu gosto de um drama, confesso que sim. Sou masoquista com meus sentimentos e pensamentos. Sempre fiz isso, sem saber que era isso. Sempre ouvi muito, mas concluí com minhas próprias convicções. Não sou advogada, mas sou de posição. Sei que no fundo, isso não me faz mal (ainda), pois para a alegria reinar eu preciso passar pela tristeza. Se ela não existe eu invento.

São poucos que confrontam alguém assim. Felizes vocês que o fazem, pois tem a melhor parte de mim. A vida dos sonhos também tem suas imperfeições. Ninguém é sempre alegre e otimista. Ser real, sincera, verdadeira e autêntica às vezes dói. Pessoas se vão por causa disso. Fica quem é sábio e sabe que... Isso passa. Logo. E assim segue o jogo da vida.

A Edel em 2029

A vida precisa de motivos, não precisa? Um motivo para amar. Um motivo para ser. Um motivo para viver. Nem sempre temos o motivo certo. Eu comecei a me interessar por organização por um motivo. Menos estresse, mais qualidade de vida, mais tempo para o que eu gostava de fazer, para viver momentos "de férias" mesmo em meio ao trabalho, que amo, e um trabalho que nunca cessa. Nem em casa, nem em lugar nenhum: enquanto há vida, há pessoas tocando as coisas para frente. Cuidando, fazendo, sendo.

Meu motivo de mudar em 2009 era um. Meu motivo de mudar em 2014 foi outro. Meu motivo para mudar agora em 2019 é esse. Seja qual foi o motivo, a pessoa, o sonho, o foco... o importante é mudar. Viver. Ousar.

Existe um motivo muito forte que nos move, muito mais forte do que pessoas que vem e vão. Que hoje são e amanhã não são. É tão lindo se pudesse dizer o contrário. Mas a vida nos mostra que é assim. A Edel de 2029, se Deus assim permitir, será a versão da Edel mais sábia. Em resumo é só isso que ela ora e deseja.

Faço umas coisas bem bestas às vezes, aparentemente infantis, tipo, jogar moedas em poço dos desejos. Sei que é como acreditar em Papai Noel e Fada Madrinha, mas eu tenho um poço dos desejos, ele é real, e eu já fiz isso duas vezes. Na primeira fui egoísta no meu pedido. Pedi somente uma coisa, mas foi um pedido idiota e imbecil. Agora fiz a gracinha de novo, mas foram 3 pedidos, que tem a ver com essa versão Edel 2029. É nela que pretendo trabalhar nos próximos 10 anos. UM DIA volto nesse assunto para contar como tudo aconteceu.

Seja qual foi o seu motivo, lembre-se de que ele precisa ser VOCÊ. Ter a ver com VOCÊ. Fazer sentido para VOCÊ. Não por egoísmo, por egocentrismo, por individualismo. Mas porque só VOCÊ pode ser responsável por VOCÊ mesmo. Se tiver alguém para sonhar contigo, beleza. Se não tiver, não deixe de sonhar por causa disso. Seu alguém vai aparecer. Se não aparecer, continue sonhando, vivendo e realizando do mesmo jeito. Assim segue a vida! 

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