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2 de janeiro de 2019

Transformando Espaços: Vida e Trabalho - Ainda faz sentido?

| Sobre os planos para 2019 com o blog e o canal Transformando Espaços.

Perdão se fizer você se decepcionar comigo depois de ler meu textão. Mas para ir embora, e talvez voltar daqui a um tempo, preciso compartilhar isso com vocês. Falar em vídeo não daria, eu iria sorrir, fazer graça e não dizer coisa com coisa. Até tentei, mas não fluiu.

TE Vida e Trabalho - Ainda faz sentido?


O ano que passou foi um ano lindo, listei muitas realizações bacanas na Retrospectiva 2018. Ocultei as mal traçadas linhas. O que me inspira a escrever este primeiro post do ano não as aparentes derrotas em Desafios que participei no começo e no final de 2018, mas as aparentes derrotas em diversas iniciativas que tive em todos os 8 anos de vida deste blog, desde 2011. Fiz um post bem motivador em 2017, aos 6 anos de blog, e ele é inteiramente verdadeiro. As lições 7 e 8 apenas foram ocultadas, e serão descritas nestas mal traçadas linhas, tentando decifrar o que virá por aí em 2019.

Refletindo sobre a linha do tempo da minha vida nos últimos anos, decidi no início de 2018 que não falaria sobre os aprendizados atuais. Seria impessoal, e só diria alguma coisa sobre ao comemorar os 10 anos de blog. Mas vai lá saber o que acontecerá até 2021. Percebe-se que não aguentarei essa espera.

A pergunta que não quer calar para mim é: Ainda faz sentido? Perdeu a razão de ser? Faz alguma diferença? Algumas decisões doem no coração. Quando insistimos de todas as formas, e nada. Os resultados são inexistentes. Você pode não entender o significado de indiferença, mas é a coisa que mais me derruba e é como se fosse um tapa na cara. Quando você chega, faz, vai, vem, fala, cala, e nada muda. Para mim isso é o fim. Literalmente o fim. Pode ser paranoia minha, mas é muito, mas muito eu.

Se quem faz a diferença, tem um canal autêntico e alcança bons resultados, busca novos caminhos (estou lembrando aqui da Erika, pois sempre sonhei participar do Ektube, mas não de um vídeo de despedida), o que eu, que insistentemente já ouvi para chutar o balde para um assunto que ninguém está interessado em saber mil vezes, continuo fazendo aqui? Se chegar depois no meu caso é chegar atrasada, pois a banda já começou a tocar e não dá mais para fazer nenhum improviso de destaque. Se concursos dão um upgrade para uns, mas não fazem nem cócegas para outros. Se dar o melhor de você não vale nada diante de um esforço básico e mediano da maioria. Se os valores de quem escolhe e seleciona talentos se baseiam na popularidade, nem que os introspectivos virem humoristas, sem investimento, não darão em nada.

Por isso, meu marido esses dias me titulou uma pessoa muito resiliente, pois diante do que sempre esperei, busquei e do que recebi, continuar motivada é muita Resiliência. Minha automotivação nunca veio de fora, ela sempre se fortaleceu pelas minhas próprias convicções. Porém quando essas ficam abaladas... o temporal vem para ficar, e é a playlist da vez.

Se eu dependesse de aplausos e reconhecimento para ser feliz, seria a pessoa mais infeliz da terra. Tudo o que sempre fiz foi resultado de um desejo interior muito intenso de mudar o meu mundo, fazer a diferença, melhorar, tornar o espaço onde vivo mais agradável e fazer sentido para mais alguém além de mim. Eu não nasci para viver insistindo em projetos que não fazem sentido, mesmo que façam bem pra mim. Eu nasci para quê, oh céus?!

Mas o problema é que nesse mundo, ou você é tudo ou você não é nada. Ou você é inspiração, ou você não é. Não é uma questão de depender de aplausos e reconhecimento, de ser dependente e viciada em redes sociais, em algumas áreas profissionais é isso que faz o trabalho seguir seu curso. Como escrevi, ou é, ou não é. A estrelinha brilha e irradia sua luz, ou não brilha, simples assim. Luz artificial não vale.

Pensei em fazer um novo ensaio de fotos para meus 8 anos de blogueira. Queria fazer uma festa aos 7, mas achei tão nada a minha cara! Até comprei a velinha vermelha. Seria somente para firmar algo que faz sentido para mim? Passei o ano tão sem vontade de comemorar, o lance não fluiu.

Minha pergunta há quase 3 anos, desde que me joguei no canal em 2016, é: eu mudei, mmmmuito, mas quem está mudando comigo? Estou sozinha nessa? Sei que você não vai gostar de ler isso, mas pessoal, é isso que estou sentindo, na real. Não é um texto que gostaria de escrever, mas é um pedaço da minha vida.

Poucos talvez perceberam, mas algo me bloqueou para escrever. Não é bloqueio criativo. Não é depressão, embora ela esteja sempre rondando, a espreita. É que cansei. Não dá mais. Não estou conseguindo. Não quero escrever textos dramáticos para quem ainda me lê. Para aquela pessoa que responde minha pesquisa de perfil e afirma que o que mais ama no blog são as crônicas da Edel (escassas, por sinal). Alguns textos me aliviaram, mas ao mesmo tempo percebi que não resolveram o que tinham de resolver. Desabafar no blog não é a solução. É só expor algo mal resolvido, e as pessoas buscam soluções para os próprios problemas. Aqui é um lugar de soluções verdadeiras, e não de problemas mal resolvidos.

Se eu escrever, serei pessoal, e o caráter "profissional e impessoal" irá para as alturas. Não quero isso. Tenho receio. Talvez por isso “nossa história” não fluiu, não sei. Sempre que quis ser sincera me chamaram de maluca. Me ignoraram. Me disseram que falei demais e que poucas coisas na vida se resolvem com palavras. A verdade é que o que não vivemos e sentimos nem sempre entenderemos.

Meu lema para 2019 é ouse, vejam só que incompatível. Ousar para mim é ser eu mesma. Do começo ao final. "Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos...", como já cantava Fábio Júnior. Ousar fazer as mudanças que desejo para minha vida. Não mudar as coisas de lugar em casa. Algo maior. Algo parecido.

Se eu defendo a organização pela qualidade de vida, para mim, nunca fez muito sentido:
  • Ter posts no blog todos os dias.
  • Gravar vídeos mais do que duas vezes por semana.
  • Ser viciada em stories e viciar vocês também nessa parada.
  • Ser a louca das mídias sociais, e fazer vocês também enlouquecerem com elas.
  • Mostrar na real como é a minha vida para inspirar você a querer ter a minha vida (tão onde tudo dá certo), e não a sua, que também é super legal! Pois segundo John Lennon"a vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos". Ou ocupado acompanhando a "intensa" vida dos outros. Com viagens, festas, bons hábitos, restaurantes, amigos, amores, dicas e mais dicas.
  • Não ter as noites livres para amar e relaxar.
  • Não ter tempo para curtir os meus amores, nem para zelar pela minha vida espiritual.
  • Comer qualquer coisa, na pressa. Não refletir sobre minha saúde - alimentação exercícios, sono.
  • Produzir tanto (incansavelmente) e estudar de menos como se já soubesse tudo.
  • Viver com qualidade num ritmo meio alucinado e doido demais. Devagar. Leve. Sempre. Isso sim faz sentido. Curtir a viagem. Em casa, na praia, na rua, no carro, na praça, na cama...
  • Quantidade ter mais valor que qualidade. Se no mundo é esse valor que rege, na minha vida não. Em todos os sentidos. Menos é mais em 2019.

Por isso criei os 52 toks. Pequenas doses de organização para colocar em prática toda a semana. Se não conseguir, tudo bem, o mundo não vai acabar. Mas todos eles são igualmente importantes. Sem pressão. Devagar. Leve. Sempre. Simples assim.

Eu sou de me jogar com tudo no que faço. Para quebrar a cara mesmo se assim for. Não tem mais ou menos, depende, algum dia pode ser. Ou é, ou não é. Ou somos reais e passamos tudo a limpo, ou não somos nada. Ou faz sentido continuar como está, ou preciso me reinventar completamente. A hora de isso acontecer chegou.

Não quero jogar conteúdos não tão bem pensados e planejados para vocês, conforme a vida vai rolando. É para fazer sentido de alguma forma. Um conteúdo que possa fazer alguma diferença, para mim e para você.

Os aprendizados atuais podem estar obscuros. Quem leva uma rasteira hoje e amanhã já superou, ah... aí tem. Papo furado. Ignorar nunca foi sinônimo de superação. A vida continua, sim, mas a superação faz parte do dia a dia, não é um fim em si mesmo.

Transformando Espaços - Vida e Trabalho para 2019 é muito tudo isso. Poderia criar séries sobre como me organizo na vida pessoal, na produção de conteúdo, textos, vídeos, palestras, e-books e cursos. Aí vejo que ainda há muito a fazer e o essencial estou deixando de lado.

Não prometerei nada para 2019. Falaremos mais sobre vida e trabalho? Um pouco sobre casa? Talvez com humor, talvez com um pouco de drama. Porque na real tudo oscila. Às vezes é e às vezes não é.

Não queria começar o ano falando isso, mas é algo que tenho guardado durante muito tempo. Meu marido disse para deixar quieto, não me expor tanto. Mas mesmo para ir embora, e para continuar daqui a um tempo, precisava falar.

Agora, estou precisando de férias, para colocar as ideias que ainda fazem sentido no lugar certo. E talvez mudar tudo. Se vida e trabalho não estão resolvidos como deveriam, isso precisa mudar. Depois eu volto para contar como eu fiz, para não perder o hábito.

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