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2 de outubro de 2018

O que o GTD mudou na minha vida?

| Um breve relato sobre o porquê adotei o GTD como método de produtividade, e como tem sido os últimos 3 anos e meio de implementação na minha vida.

Borboleta

Refletindo sobre minha experiência com o método GTD, que já venho implementando na minha vida há quase 4 anos, desde 2015, me inspirei a escrever sobre. Participei recentemente do treinamento nos níveis 1 - Fundamentos e  2 - Projetos e prioridades (realmente, ainda não escrevi sobre isso...) com a razão de ter me encantado pelo método, minha diva Thais Godinho. Pessoa linda que escreveu o livro Vida Organizada, e me fez repensar em muitas, muitas coisas, especialmente porque não resolvia enfim conhecer o que está escrito no bendito livro A arte de fazer acontecer. Não mergulhei nessa aventura somente por conta disso, e este post explicará.

Poucas pessoas começam a se organizar ou usar um método de produtividade como o GTD porque estão vivendo nas nuvens da bem aventurança. Estamos é num caos, interno e/ou externo, em busca de soluções...

Como os mais curiosos que conhecem a história do blog já sabem, criei ele em 2011 para ser meu Porfólio Virtual de Projetos de Organização, pois queria ser Personal Organizer e fazer a diferença na vida de muitas pessoas, ajudá-las a viverem uma vida mais organizada e feliz, com tempo para o que realmente importa. Acontece que logo depois, no mesmo ano, engravidei e me tornei mãe pela primeira vez. Nos primeiros 2 anos decidi me dedicar mais que integralmente a maternidade, e deixar o blog indo devagar e sempre. Não conseguia ficar parada, e assim que conseguia ter uma folga, me jogava a aprender mais sobre organização e decor, com bastante foco na época em faça você mesmo para casa.

Em 2013 decidi que seria blogueira, mas não avisei muito claramente a ninguém. Quem eram as grandes blogueiras referência em organização? A Thais que me chamava atenção, também mãe de um bebê pequeno, como eu, a pessoa mais sensata que passei a admirar desde então, porque escrevia de forma instigante para realmente nos fazer refletir sobre nossa vida. E eu adoro aquele jeito direto que ela fala, na real, que nos faz levantar da cadeira muitas vezes e pensar: "o que eu estou fazendo?!".

Acontece que 2013 e 2014 foram anos de grande caos para mim, na vida pessoal. No trabalho do marido, na adaptação casamento x maternidade, nos problemas antigos não resolvidos que acabaram vindo a tona, entre outros, vivemos um pequeno grande caos em nossa vida a dois. Em vez de resolver nossos problemas, criamos outros. Também comecei a me inteirar de aspectos do marketing, que sinceramente, me deixaram mais frustrada do que contente. Queria ser coerente, sensata e autêntica acima de tudo, e o marketing digital não me parecia nada disso. Não existe um jeito certo de fazer as coisas acontecerem?!

Enfim, foi nesse contexto que li o livro Vida Organizada. Iniciei 2015 confiante de que precisava organizar minha vida, e isso queria dizer, resolver os meus problemas. Na verdade me joguei no trabalho, fazendo de conta que estava tudo bem. Trabalhei com música, em paralelo com o blog, e no ano seguinte decidi levar a música mais como hobby e me dedicar com mais afinco ao blog e ao canal. Muitas coisas mudaram, melhoraram, mas a vida pessoal só começou a se resolver mesmo a partir de 2017.

Em meio a tantos questionamentos, dúvidas e incertezas, comecei a implementar o método GTD na minha vida. Testei ferramentas digitais (Google Agenda e Evernote), bem como físico (planner permanente e calendário físico), mas o meu grande dilema, era alinhar o que estava fazendo com propósitos maiores, que faziam sentido para mim a longo prazo. Era entender o que esperava alcançar lá na frente. O que não fazia sentido, precisava tirar o time de campo, deixar ir embora, mudar de perspectiva, destralhar geral!

Não fui muito de contar como estou implementando o GTD na minha vida, pois não queria falar sobre isso. Queria viver ele, experimentar, aprender, e só compartilhar quando tivesse certeza. Tudo o que contei, foi quando me senti confiante, e entusiasta do método. Quando comecei a sentir as mudanças que ele estava fazendo na minha vida.

O GTD é superação. Não posso me considerar na maestria do controle, pois tenho a tendência de dormir no volante muitas vezes. Porém fico feliz de saber que isso é normal, e de que assumir o volante novamente é possível. Fico feliz em perceber que cada ano foi aprendizado, foi confundir ações e projetos, foi não detalhar os projetos como deveria, foi ocultar muitos projetos da lista, foi não criar tantas checklists possíveis como poderia para me organizar melhor, foi revisar atribuições, foi descartar sonhos e começara a sonhar com outros, foi relutar com a revisão semanal, mas foi ano após ano, cada vez mais alinhado, direcionado, focado ao que realmente faz sentido na minha vida. E isso é tudo, e um sistema por si só, entre ferramentas digitais e físicas, diz muito pouco. O conteúdo deles atualizado é nosso mapa que nos dá a direção certa do que fazer.

Dizendo isso, concluo que esse repensar na minha história com o GTD e no que ele mudou na vida impacta em muitas práticas de trabalho que vinha adotando até então, com o blog, o canal e as redes sociais, que em breve comentarei mais, mas sinceramente, planejo descontinuar muitas delas. Há assuntos que gostaria de dar um tempo, e fechar ciclos, mesmo que muitos amem. Há assuntos que gostaria de abraçar, e trazer mais perto de nós, como alguns estão pedindo. Estou mudando, que novidade. E o blog como o próprio nome já diz, por mais conteúdo que já possua em seu portfólio (desconhecido ainda para muitas pessoas), precisa mudar comigo. 

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