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13 de fevereiro de 2018

10 lições que aprendi com a história ou trilogia "50 tons"

Cinquenta tons de cinza, Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade: um texto para você refletir sobre algumas questões da trilogia!

Li dois deles. O terceiro comecei mas não tive paciência para conhecer e imaginar o final perfeito. Os filmes assisti os três. Para quem leu o livro antes... o primeiro filme foi decepção. O segundo foi muito mel. O terceiro... chegou numa "perfeição" tão grande que começou a enjoar. Já começou no segundo filme.

Quantas(os) leram, assistiram e fizeram de conta, como eu, de que não sabiam o que estava acontecendo? Que livro? Filme? Seria um conto erótico abominável, ou um romance moderno clichê e perfeitinho? 

Para quem entendeu a história completamente com todos seus detalhes (precisa entender?!), que só quem lê o livro pode ter... entendeu que não passa de uma história de amor, à primeira vista caliente e que desperta fantasias e depois do meio da história que começa a dar náuseas, de tão sem graça e vazia que se torna.

Quem entende mais a fundo do assunto deve ter rolado de rir com as más interpretações do enredo, pois nem o livro nem o filme retratam o que é realmente o sadomasoquismo. Nem eu sei nem quero saber, mas pesquise um pouco e entenderás. Esse é o tipo mal desnecessário que é melhor manter distância. Sem contar as muitas críticas que rolaram por aí afirmando que foi uma história bem, mas muito bem "mal escrita".

Como não tinha até há pouco tempo o costume de expor minha humilde opinião sobre muitas coisas, preferi deixar passar a febre. Queria deixar rolar o terceiro filme, conhecer o final da história, que de romantiquinha não percebi muita coisa. Comecei a gravar um Fala Edel, pois pensei que ficaria melhor do que escrever, porém não fluiu tanto como o texto escrito. Não vale a pena dedicar um vídeo a esse tema, concluí, não nesses moldes, nem um post a cada livro, já que é um combo, e uma história dividida em 3 partes. Então, vamos lá, às "10 lições que aprendi com a história ou trilogia de 50 tons". Para evidenciar a imperfeição  da vida real, os livros da imagem não estão na ordem da saga.

10 lições que aprendi com a história ou trilogia 50 tons


Lição 1 | Príncipe encantado rico, inteligente e bom de cama não existe.

Só num mundo surreal onde também existe papai noel, coelhinho da Páscoa e fada madrinha. Tem a parte controlador, chato, ranzinza, ciumento, possessivo que fica abafado na história, e só quem tem uma pessoa assim do lado é que pode dizer como é. Sempre tem os dois lados da moeda, e um não é como o outro. As qualidades falarem mais alto do que qualquer defeito é totalmente conversa apaixonada. Às vezes os defeitos sobressaem, e é a pessoa do lado que sofrerá as consequências de suas escolhas. Bem vindos a vida real!

Lição 2 | O amor não transforma tão rapidamente a vida de uma pessoa.

Aliás vida real é algo pelo qual toda a história passa bem longe. Quanto tempo levou essa saga? Um ano até chegar ao altar? Ou foi mais rápido que isso? Nesse romance perfeito tudo mudou muito rápido na vida desse casal apaixonado. Na vida real não acontece bem assim. A coisa acontece, as pessoas mudam, mas em geral leva mais tempo. Quando se encontra a pessoa certa, e existe paciência, muita paciência, sim. E algumas raras exceções não mudam. Não se iluda com esse lance de "o amor muda tudo".


Lição 3 | 50 tons é tipo um feed de instagram perfeito e surreal.

Conto de fadas não é vida real. O que mais ouço e leio ultimamente é sobre a vida perfeita que se expõe, para "motivar e inspirar" as pessoas, mas na verdade que acaba intoxicando todo mundo. Vive-se duas vidas: a do dia a dia e de 5 minutos (ou menos ou mais) que se expõe, e sempre é a melhor parte. Se olharmos a história 50 tons sob essa perspectiva, ele deprime os simples mortais. Ou causa uma sensação de viver nas nuvens, nos ares, nos navios chiques e apês maravilhosos, folga nas montanhas... quem pode viver um negócio desses? Eu me senti mal com tanta perfeição e riqueza que compra tudo.

Lição 4 | A história desperta fantasias.

Nem toda fantasia precisa virar realidade, pois se virar deixará de ser fantasia. E fantasias bizarras, que fiquem na bizarrice da imaginação. Esse lance de exaltar a "violência contra a mulher" no filme acho que está muito mal contado, porque o que a história faz é trazer a tona desejos reprimidos. Muitas coisas para os homens são super normais, naturais como depois da noite vem o dia, mas para as mulheres "é pecado, não pode, é coisa do capeta". Alguém, a sociedade, e elas mesmas se reprimem e deixam de ser o que querem ser pois precisam ser elegantes, discretas e recatadas. Essas repressões machistas que a história desenterrou assustou muitos. Especialmente aqueles que não entenderam da missa a metade.

Lição 5 | Com diálogo, sinceridade e confiança entre o casal tudo se resolve.

Essa é velha, já rolou por aqui em outras análises, mas está aí novamente. O começo foi o caos, a história só começou a desenrolar e caminhar para frente por conta disso - diálogo. Então, não é com as(os) amigas(os) que se resolvem as questões do casal, mas cara a cara, um com o outro, entre o casal. Ninguém tem nada a ver com isso, como diz o ditado em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Parodiando poderíamos dizer que em quarto de marido e mulher ninguém é convidado a dar pitaco. O consenso precisa existir entre o casal. Se for consensual, que mal há. Mas claro que mesmo entre quatro paredes nem tudo é lícito.

Lição 6 | O mundo está apelando para a sexualidade.

Tudo cada vez fica mais apelativo. Séries, minisséries, filmes, livros, textos, propagandas, pessoas... até este texto parece apelativo. Não, nesse caso não. Poucas pessoas conseguem ler as mensagens subliminares que estão por trás de muitas mensagens, muita coisa passa batido, parece normal. Não é uma trilogia de livros e filmes que fará as pessoas virarem a cabeça e se tornarem outras pessoas. Podem influenciar negativa ou positivamente, se não tiver a cabeça boa, mas é essencial abrir a cabeça. Nem tanto ao céu, nem tanto a terra, nem tanto a repressão, nem tanto a liberdade. Bom senso, tudo tem consequências. A questão não é discutir o que "é certo | é errado", "posso isso | não posso aquilo", mas é analisar o que acontece com a mente da criatura depois de mergulhar num mundo curioso e atraente, tido pela sociedade como fora dos padrões morais e éticos aceitáveis. Depois de tornar normal as "experiências extraordinárias", uma experiência normal nunca mais será aceitável ou fará algum efeito. Assim as pessoas deixam de ser "escravas da moral" para serem "escravas do instinto". Isso é um assunto sério e intenso demais para o ser humano para ser tratado com brincadeira, descaso, e normalidade.


Lição 7 | Algumas pessoas com "práticas obscuras" tem como pano de fundo histórico de passados que lhes perseguem.

O cara era cheio de traumas da infância, passou por um adolescência não muito "normal", obviamente se tornou um homem também "fora dos padrões", mesmo aparentando ser um "homem lindo, inteligente, rico e bem sucedido". Como pode alguém gostar de ver o outro sofrer, sentir prazer nisso, e ser considerado normal? Anastasia tinha toda razão de fugir. Conviver com segredos mal contados, é óbvio que mulher curiosa não se contenta enquanto não descobre tudo. Tudo, para realmente conseguir entender seu amor. Talvez esteja chovendo no molhado com essa sétima lição, mas as histórias cinematográficas que conhecemos, que não acontecem na vida real, retratam muito isso. Então, cuidado com o chão que pisamos. Podemos atolar na lama.

Lição 8 | Com apadrinhamento tudo fica mais fácil.

Ter contatos estratégicos sempre fazem você saltar mais fácil e rápido. Não que sua capacidade não seja considerada, mas ter alguém que já está lá em cima e te puxa pela mão é uma forcinha e tanto. Ajuda a pular etapas e encurtar trajetos. Uma salva de palmas aos padrinhos e às madrinhas! Gray foi um bom padrinho, entre outras coisas. Ah, o status financeiro também contou bastante.

Lição 9 | A vida normal é legal.

O que é normal, afinal? Não entrando nesses méritos, o cara tinha uma vida toda do "avesso", aparentemente "legal" para ele, enquanto que ela, uma vida sem muitas descobertas, de ingenuidade e pureza. Estava tudo bem. Ambos viraram suas vidas do avesso. No final das contas, seguiram como todos casais normais. Apaixonaram-se, passaram por dificuldades, casaram-se, tiveram filhos, cresceram, amadureceram, e assim segue a humanidade. O extraordinário parece interessante por um tempo, mas também enjoa - quanto se percebe o quão sem sentido é em sua essência. Depois caem na rotina normal de todos os amores. Então ser "normal" não é a coisa mais horrível que existe na face da terra. É mais tranquilo ter uma vida normal. Normal não quer dizer acomodada.

Lição 10 | 50 tons não é um convite a perversão.

Nada nem ninguém é tão hipnotizador de mentes que domina e consome seus neurônios do que você mesmo. Certas coisas estão no sangue, na natureza humana, no instinto, como é a desculpa de muitos. Elas afloram sob medida com um causo desses. Os puritanos irão difamar e achar defeito, os perversos não sofrerão efeito nenhum, pois já estão contaminados em sua essência até no último fio de cabelo. Os sensatos saberão ler, assistir e filtrar o que pode ter alguma serventia. Saberão dosar o que é ilusão e realidade. Entenderão que 99% é ficção. Pura ficção. Que na vida real é muito mais natural se ferrar do que viver em êxtase o tempo inteiro - as perseguições da vida não são resolvidas tão facilmente, sem deixar marcas e cicatrizes mais profundas. Que os livros são imaginação pura. E os filmes resumem a história sob outros ângulos, não tão imaginativos, e para quem não leu, que não queira comparar pois são 6 histórias totalmente diferentes.

Espero que ninguém me jogue pedras por escrever isso. Avaliei que não tenho nada a ganhar ou perder ao escrever coisa alguma, só gostaria que abríssemos mais a cabeça não para encher de minhoca, mas para observarmos o que estão tentando colocar dentro dela. Se for minhoca, vale avaliar se vale a pena. Não pediria para compartilhar, aliás, não conte pra ninguém que a Edel escreveu sobre 50 tons aqui no blog dela. Algo tão tudo... nada a ver.

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