30 de julho de 2017

Primeira viagem com os meninos para o RS

O post de hoje é uma "breve" narrativa da nossa viagem de férias no RS, com a descrição mais real de alguns fatos que não apareceram nos vlogs Férias no RS | parte 1 e Férias no RS | parte 2, e outros ficam somente na lembrança, porque simplesmente não dá pra registra tudo!


Decidimos viajar para o RS nestas férias de inverno dos meninos, meu marido também aproveitou para encaixar os 7 dias das férias dele, e eu gravei e escrevi fazendo de conta como se estivesse de férias também. Minha mãe amou a decisão pois assim é mais fácil visitar quase todo mundo indo de carro e, enfim, todo mundo fica feliz! Pensei cá comigo, "vamos ver quando o Miguel perguntará se já estamos chegando", e a pergunta saiu quando nem mal havíamos saído de Porto Mendes! Todos caímos na gargalhada!

Queria muito dirigir desta vez, então a partida de casa foi comigo. Mesmo que tivemos de dar meia volta na esquina para buscar os documentos do carro que ficaram na minha caixa de entrada do home office, por causa de uma conta que meu marido pagou e precisava deles. Sempre o marido... muita chuva (leve) e neblina. Almoçamos no restaurante Grande Parada logo depois de Capitão Leônidas Marques, que apesar do frio congelante (para que estava em clima de verão até no domingo), parecia o pólo sul, o almoço caseiro e especialmente suco de laranja estavam uma delícia! Detalhe: quase não tirei foto nem gravei cenas de comilança, porque nessa hora absolutamente: “não dá tempo”, ou seja, “não é prioridade”. Dali em diante eu passei a cuidar o trajeto pelo GPS enquanto meu marido assumiu o volante e Miguel sempre gerenciando a viagem: "Onde nós estamos? Para onde vamos agora? " 

Miguel e eu
Eu e meu tagarela amado!

A primeira viagem com o Miguel foi muito traumática por conta disso ficamos tanto tempo sem passear para muito longe com ele. Um dia eu ainda conto, se me lembrar dos principais detalhes. Mas desta vez foi bom demais. Gui dormiu quase todo caminho, falou pouco, como a minha mãe. Tá gostando da viagem Gui? Sim. Isso é quase tudo o que responde. Miguel cantava e admirava o caminho, as paisagens e exclamava "que lindo" ou "porque parou" a cada pedágio ou congestionamento por causa de manutenções na estrada que encontramos. Quero bala, quero água, quero fazer xixi, mesmo quando é alarme falso, só para deixar mamãe e papai com cara de tontos.

Sou como ele nesse admirar paisagens, cada estado brasileiro tem suas belezas e fico encantada em viajar de carro para confirmar isso! Como existem serras por todo caminho! Pegamos uma assustadora logo depois da divisa de SC e RS, que fiquei imaginando o penhasco pelo qual passamos por um longo trecho! Era noite e só víamos as luzes láaaaaa embaixo. A curva era curva mesmo, curva que não acabava mais, parecia um caracol! Muito louca. Com relação aos meninos que era minha preocupação, como encarariam uma viagem de 12 a 15 horas, me tranquilizei. Foram uns amores, nada que se comparasse aquela primeira viagem da qual ainda não falamos nem escrevemos nem lembramos mais direito. 

Guilherme e a vó Erica
Pausa para um café na viagem de ida: só animação!

Não gravei muito cada momento porque alguns prefiro que fiquem somente na memória enquanto ela ajudar, ou no momento que acontecem mesmo, como tipo assim quase fundir o motor do carro por falta de água, congelando de frio na viagem, sem ar condicionado aquecendo-nos no carro. Ou o marido ter de procurar um mecânico porque estragou o escape do carro. Ou os buracos horríveis que encontramos na RS 153, que há 4 anos atrás era uma estrada nova e linda de se passar. Fiquei me culpando por ter escolhido o caminho mais curto, sem contar que a RS estivesse tão detonada entre Barros Cassal e Soledade. Mas passamos bem, com o coração na boca para não estragar ou furar nenhum pneu, à noite, numa estrada quase deserta. Ou também quando meu marido parou em pleno trevo no RS, e de susto de pela buzinada de um caminhão que passou a mil por hora, jogou o carro para o lado, senão... aiaiai, melhor nem lembrar. Os anjinhos de Deus sempre tem muito trabalho aqui embaixo.

Maravilhoso demais reencontrar pessoas queridas e especiais para nós, como meus tios que já estão com uma boa idade nas costas, perdendo a visão, a audição e até a memória, mas felizmente bem amparados por anjos que Deus colocou na vida deles! Mesmo com a idade avançada ainda podendo ajudar a quem precisa e sendo ajudados, por causa da querida Julia que se hospeda na casa deles para estudar e dá conta da gestão da casa como uma dona de casa, super exemplar! Finalmente toquei no violino do meu tio, e depois que ele pegou o violino para guardar até arriscou tirar de ouvido a música que havia acabado de tocar! A música sempre fez muito parte da vida dele. Tia Norma é minha madrinha de batismo e ambos nossos padrinhos de casamento. Nos primeiros anos de casados quando íamos todos anos para o RS sempre os visitamos e pudemos ouvir muitas de suas histórias e experiências de vida!

Eu e o frio: não gosto de você!
Eu e o frio: não curto você! Momento tenso, marido tentando encontrar água para colocar no radiador.

Também fomos conhecer onde nossos compadres Olga e Ricardo (dindos do Miguel) foram morar em Venâncio Aires para colocar as novidades em dia e matar a saudade de tempos que podíamos nos encontrar mais vezes. Além de sermos super bem recebidos na casa da minha prima Margareth e seu esposo Djalmar, nessas idas e voltas por Santa Cruz do Sul. Os meninos adoraram “a vó e o vô”, e o Gui ter brincado um pouco com o Lorenzo, netinho deles.

Só que existe uma parte crítica dessa história de viajar com meus 3 amores, a minha mãe se vira sozinha e é mais bem de memória do que os três juntos. Eles não falam escancaradamente mas me acham chata por exigir que mantenham suas coisas juntas e reunidas, organizadas para facilitar a nossa vida. É chato você ser visita e ficar espalhando suas coisas pela casa dos outros (valeu o toque aos meus queridos hóspedes?). Esquecer o sapatênis embaixo da cama ou a capa da escova de dentes dos meninos na pia é o de menos, não é excelentíssimo marido? Queria que cada um chekasse suas bolsas, colocasse de volta seus pertences e não que os 3 me perseguissem pedindo “onde estão minhas meias, minha roupa, meu tênis?!” Deveria ser filmada uma cena dessas, que seria muito divertida! Inevitável não ser o cérebro pensante e organizado da família... 

Eu e ele
Nós, tirando fotos com esse fundo como nos tempos de namoro!

Enfim, na quarta-feira chegamos na casa do vovô da Internet! A melhor coisa são as surpresas que acontecem, pois jamais pensamos fazer novamente um passeio de charrete mas adaptado, com trator, carroça e cadeiras de praia! Guilherme só sorria de alegria, embora confessou-me que fica envergonhado de falar nos vídeos. "Cada um deve cuidar da sua vida, a professora que diz isso ". Foi uma frase que saiu durante a caminhada de volta à estrada, enquanto fazíamos trilha no meio do mato. Os homens adentraram mais para frente e nós voltamos, e fomos procurar um riachinho que ouvimos o barulho no meio das árvores.

Na quinta-feira, o quarto dia de viagem Miguel já começou a perguntar "quero voltar pra casa", mas creio que foi por causa da hora da soneca se aproximando. Ele é acostumado a tirar soneca de 1 a 3h durante o dia, então sem ela fica bem difícil lidar com ele. Graças a Deus conseguiu descansar quase todos os dias da viagem, só uma vez acabou dormindo no colo da vó, e então fez uma cena quando acordou e não tinha dormido o suficiente. Gui também já passou a pedir pelos joguinhos. Eu fui dar uma revisada no meu sistema GTD que trouxe comigo, mas foi quase só pra fazer de conta, porque não quis dedicar muito tempo para isso na viagem.
Taça de vinho
Vinho para aquecer!

Visitamos parentes e amigos também em Candelária e Novo Cabrais, antigos vizinhos em Cerro Branco e até minha amiga de infância, a Ana, encontrei por lá! Foi uma feliz coincidência, há anos não nos vimos mais pessoalmente! Queria ter filmado nossa rua em Cerro Branco, mas fico tão feliz quando chego lá e revejo as pessoas, que acabei me esquecendo. Tem muito mais casas do que na nossa época, embora algumas situações da infraestrutura da cidade nos deixem bastante tristes, então não me animei a filmar muita coisa por lá, somente mostrei a fachada da nossa antiga casa.

A viagem terminou em Paraíso do Sul, na casa dos meus tios, que também nos visitam ultimamente quase todo ano. Caminhadas campestres, comilança de bergamotas, jogar conversa fora, foram alguns programas em pauta na viagem, nada mais extraordinário do que a simplicidade. À noite depois da galinhada da tia Vera um bom vinho para esquentar, se bem que o clima já mudou radicalmente, o frio de segunda deu lugar a um "vento do norte" maluco que começou no domingo, que horror! O mais difícil nos primeiros dias foi bem isso: levantar de manhã e passar a noite levantando umas 2- 3 vezes por causa dos meninos, para levá-los no banheiro. Era muito frrrio! Não estamos mais habituados com tanto frio, nem parece que somos gaúchos. 

Nos vlogs partes 1 e 2 vocês puderam conferir como adoro apreciar paisagens, só não filmei na volta, pois pegamos outro trajeto, porque estava tão mergulhada na leitura de "Como eu era antes de você", que minha prima emprestou que deixei o celular no silencioso e me perdi no GPS a uma certa altura da estrada, perto de Maravilha/SC. O caminho que pegamos foi um baita desvio com paisagens lindas da serra de SC e PR, pouco tráfego e com a estrada muito boa. E sim, ficamos bicudos um pouco por causa dessa perdidinha básica que nos atrasou o que, uns 30 minutos ou mais?! Chegamos bem, às 23h e 30 minutos, isso que importa. Cansados, sem GPS no viva voz dá isso. Viagem de carro sem essas perdidas pela estrada não tem graça, sempre tivemos uma para contar no caminho de volta. 

O Miguel, meu comunicador preferido da família (o único que não manda recado), que delineou o programa final das férias: o passeio na praia. Lá fomos nós no final da tarde do último dia, com a lavanderia cheia de roupas sujas para operacionalizar, caminhar com eles com chimarrão bolacha recheada e "picoca". O que pensei e temia ser uma viagem mala foi uma das mais divertidas e cansativas que já fizemos. Só temos de acertar algumas questões de forma diferente da próxima vez, para que ela fique ainda mais a nossa cara, e a gente consiga aproveitar mais com os pequenos.

Ah, seria legal vocês comentarem se acharam legal esse tipo de post enorme com textão. De qualquer forma irei continuar escrevendo de vez em quando! Ah, e também para acompanhar um pouco o que ando aprontando segue o instagram do blog/da Edel @transformandoespacos, que a turma por lá interage e comenta mais do que na fanpage, e eu também curto mais o feed do insta. 😉


Por do sol em Porto Mendes/PR
E o frio terminou em calor! Em casa: o melhor lugar do mundo!
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