22 de maio de 2017

10 lições que aprendi... com o livro Casa Organizada

Semana passada postei a resenha curta e objetiva do livro Casa Organizada, mas decidi fazer um post diferente por aqui, com relação a livros super legais como este, que deixam grandes lições para nós. Algumas lições já aplicava, mas vale para inspirar você, caso ainda não saiba ou não tenha pensado no assunto. Às vezes a gente até já sabia, só nunca tinha lido nada sobre, assim, tão escancarado, tão claro e tão doa a quem doer. Vamos lá!


10 lições que aprendi... com o livro Casa Organizada


1. Nossas casas comuns não são casas de capa de revista.
Vivia esta frustração desde que me casei há 16 anos atrás e me vi sem condições de ter toda aquela parafernalha que achava que precisava ter para decorar e organizar minha casa. Depois quando comecei a colecionar revistas de decoração e estudar Design de Interiores, percebi que mesmo, não queria nem precisava de tudo aquilo. Afinal, o que eu precisava? Encontrar o meu estilo. Sempre fomos muito controlados em adquirir coisas para casa, até por não termos certeza do que seria mais legal, então, na dúvida, não havia dúvida: não comprávamos. O que comprávamos era somente o que realmente nos apaixonávamos de coração. Foi assim com 90% das nossas coisas.

2. Cuidar da casa não dá trabalho.
Tudo o que a gente tem de fazer e não curte muito: dá trabalho. Ah, como dá trabalho! Mas o que podemos fazer: certas coisas tem de ser feitas! Precisamos de roupas passadas, não amassadas; precisamos nos alimentar bem, não só viver de porcaria; precisamos ocupar nosso tempo com atividades necessárias não somente as prazerosas, que amamos fazer, tipo: assistir filmes, correr na praia, dormir até mais tarde, trabalhar num projeto incrível. Se elas são necessárias e não podemos delegá-las (por corte de gastos), o jeito é fazê-las com dedicação e amor. Como? Mudando nossa percepção sobre essa história de "dá trabalho!". Essa frase já é um bloqueio. Reprogramar a mente, para o resultado que esperamos, não importa o que tenhamos de passar até alcançá-lo (passar 2 horas assistindo seu youtuber favorito ou ouvindo sua playlists preferida enquanto passa roupa), a tarefa enfadonha fica bem menos árdua, e a roupa será passada em pouco tempo, por exemplo.

3. Baixe a expectativa com relação ao toks de limpeza e organização da casa.
Não me sentia nada bem quando tinha de passar a semana toda fora de casa por conta do trabalho e estudos, e no final de semana ter de fazer tudo sozinha, mesmo que o maridão fazia a sua parte durante a semana. Quando vieram os meninos, parei de pirar por conta disso. No começo me proibiram de qualquer coisa, "vá cuidar do pequeno", e comecei a me acostumar mais assim. Hoje tento fazer o essencial uma vez por semana, não necessariamente tudo num dia, e ok, vamos que vamos. Casa de propaganda de limpeza só se tem uma pessoa só cuidando das atividades de limpeza e recebendo por isso (diarista, empregada), não com marido e esposa envolvidos noutras atividades e dando conta do recado da melhor forma possível. Ou marido e esposa estressados porque tem de limpar isso ou aquilo, porque nunca fica limpo 100%, e deixar outras atividades mais importantes de lado. Qual é nossa escolha?! Vale o bom senso.

4. Organizar a casa é um projeto de parceria.
Sei que talvez soe totalmente "mandona, gerentona, preguiçosa" para a mulher que põe a turma para trabalhar em casa. Dane-se. A casa é de todos, aqui sempre foi assim, desde o começo. Foram essas as condições do contrato de casamento: a casa é dos dois, e cada um faz a sua parte, bem definida no checklist da geladeira, que os amigos mais antigos não me deixarão mentir, por que viram fixado lá noutras épocas. Afinal o que significa "dona de casa"? Para mim o dono não precisa fazer tudo, mas gerenciar com sabedoria o que precisa ser feito, e conquistar a todos da casa para que cada um faça a sua parte. Tão simples, porque complicar?! Mulheres, sejamos mais sábias. Depois não adianta reclamar.

5. Organização é coerência.
Thais defende que o verdadeiro conceito de organização tem muito mais a ver com coerência do que com qualquer outra coisa. Isso impacta nas escolhas que fazemos em tudo na vida, também na forma como administramos as nossas ações dentro do tempo. Organização é mais do que "casa organizada" e segundo ela,


Organização tem a ver com levar uma vida coerente com seus valores. Eu acredito que organizar o ambiente físico é o básico. Não adianta ter uma gaveta com colmeias organizadoras e chorar na frente do espelho todos os dias porque não consegue tirar os sonhos do papel. Organização tem muito mais a ver com coerência e funcionalidade do que com estética. Eu sonho com o dia em que as pessoas estarão satisfeitas com a coerência de toda a sua vida, o que vai refletir não apenas em sua casa, mas em sua saúde, suas finanças, enfim, em todas as áreas. (p.37/38).


6.Vivendo e sobrevivendo com o essencial
Quando me dei por conta de que não poderia mesmo ter tudo o que minha lista de desejos ansiava, comecei a me perguntar, afinal, o que eu realmente precisava. A nossa lista do essencial não é estática, ela muda conforme as fases e necessidades específicas, então, temos de nos moldar a ela, e construí-la, sempre questionando: "Quero isso? Mesmo? Mas preciso disso? Para quê? Com que objetivo?" Se você não tiver respostas, pare de se perguntar, e vá fazer outra coisa, porque isso não é essencial, e tenho certeza, você também tem mais o que fazer!

7. Destralhe sempre.
O livro cita diversas desculpas que damos para não destralhar a casa, e estas desculpas são o que muitos podem considerar como mitos da organização, ou no meu caso, como os devaneios da organização, que estão na série Bate-papo Organizado do Canal. Temos muitos deles por aí e eles só existem para nos bloquear. A solução é mudar o pensamento, e direcionar nosso foco para o que precisamos fazer para implementar a organização na nossa vida. O destralhar consiste em não deixar acumular itens que não usamos mais, coisas que podem ser doadas ou vendidas, itens quebrados, e tornar isso algo parte da rotina da casa. É desapegar mesmo! Quanto mais conseguirmos aplicar isso, mais fácil tudo fluirá em nossa casa, e faremos essa tarefa em bem menos tempo.

8. Dividir a casa por áreas.
Isso foi uma lição bem legal que aprendi recentemente. Tentei amarrar com checklists específicos, e firulinhas, mas depois decidi simplificar, e somente melhorar o foco de casa semana do mês numa área específica, para servir de guia. Para minha organização mental melhorou bastante, e até o blog entrou na onda, quando dividi o ano por trimestres, com base nas minhas áreas da casa. Ainda estou no aprendizado desse esquema, mas achei uma ideia bem legal. A origem total desta inspiração veio vem também do Método Fly Lady, que já comentei aqui no blog.

9. Muitos checklists!
Organizar as rotinas da casa em checklists é básico. Já dizia uma colega da faculdade que não sabia viver sem criar listas pra tudo quanto era coisa! Eu também gostava, mas não tinha noção do quanto isso pode fazer a diferença na nossa organização e produtividade! Listas de ajudam com lembretes específicos, para cada tipo de lista, e tirar tudo isso da cabeça, e ter como referência os checklists é super legal! Só fazendo pra comprovar!

10. Precisamos curtir mais nossa casa.
A casa não existe para sermos escravos dela, mas para nos servir. Uma sábia amiga já falou isto certa vez, e me fez pensar sério nesse assunto: quanto tempo dedicamos para deixar tudo limpo e organizadinho, e quanto tempo dedicamos para curtir e relaxar, mesmo que o trabalho espere mais um pouco, para ser feito noutro momento programado?! Trabalho sempre haverá. Ou tiramos esse tempo de vez em quando, ou nunca saberemos curtir as paradas, também necessárias e essenciais.

E aí, não são realmente 10 super lições aprendidas? Se você leu o livro,e lembrou de mais alguma que talvez tenha esquecido, registre nos comentários! E bora curtir nossa casa e família, com mais produtividade e menos stress!

EDEL 💋
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