30 de junho de 2016

Coletânea de Artigos sobre o Método GTD

Fui parceira do blog Paixão por Organização por um período, e os posts que escrevi nele foram quase todos sobre o método GTD. Em 2015 estava começando a estudar e aplicar o método, e não sei porque cargas d'água não incluí posts aqui no meu blog sobre, e tinha coragem de escrever lá. Era um post por mês e isso fazia com que me preparasse (estudasse, pesquisasse, lesse) para criar esse conteúdo, então talvez meu receio de ser repetitiva aqui. Mostrei muito pouco, sei. A verdade é que não queria mostrar minha aplicação prática. Estava em processo de aprendizagem numa coisa muito nova, mmmmmuito nova mesmo e não me sentia bem na época em mostrar como fazia funcionar o meu sistema. Será que funcionava?! Quem sabe um dia ainda faça um retrô sobre Meu Começo no método GTD sem mentiras, bem na real. Sempre é tempo, quando se quer fazer algo. Voltando aos posts do PO, eles tem um caráter reflexivo, motivador e intrigante. Tipo, "Você precisa conhecer esse negócio de GTD".

A grande X desta questão é que decidi parar de contribuir com o blog, e quando fui fazer este post resumo, na intenção de referenciar os post naquele blog, identifiquei que o mesmo estava fora do ar. Não vem ao caso o que houve ou o que deixou de haver, só não considerei justo perder o registro de um conteúdo que produzi com tanta dedicação, por isso, estou trazendo a sequência de posts para cá! Assim, fica o histórico do que produzi neste período. Não é conteúdo replicado, é de minha autoria, então, tenho o direito de postar por aqui também. Se o Google quiser me punir, já adianto que sou inocente! Sem mais explicações, vamos aos posts!

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Artigo#1

O que é mais difícil organizar e manter organizado?


As pessoas apaixonadas por organização costumam se perguntar "O que você mais gosta de organizar?". As respostas são as mais variadas, tem as que amam miudezas, coisas de cozinha, outras roupas e sapatos e ainda aquelas doidas como eu por papeis e arquivos. Só que tenho uma perguntinha diferente para vocês hoje, e espero que pensem no assunto. O que é mais difícil de organizar e manter organizado?

Gerenciar coisas físicas, palpáveis, sólidas é relativamente fácil. Fazemos aquele processo inicial de avaliação e desapego, para então passarmos a organização em si e depois só manter tudo no lugar como foi estabelecido. Simples, não? Quem organiza sabe que não é bem assim, mas a ideia é mais ou menos essa. A vantagem dessas coisas que citei é que nada entra na sua casa e na sua vida, se você não decidir adquiri-las, não tiver uma despesa ou investimento sobre, ou não estiver aceitando doações.

Informação
Percebeu o que é fácil invadir sua vida e seu trabalho a uma velocidade que você nem se dá por conta? Informação. Ela vem de todos os lados, até de graça, por e-mail, rede social, mídias impressas (folders, jornais, revistas) e digitais (e-books, sites e blogs), e da sua mente que está felizmente sempre tendo ideias, sonhos, projetos, e inventando coisas a fazer.

Ser mestre em gerenciar o que faremos com esta informação é o que de mais top podemos fazer como Personal Organizer. Todas estamos mergulhadas neste mesmo mar caótico da sobrecarga de informação, mesmo que em cantos diferentes do mundo. Todas as pessoas estão na mesma situação, e muitas delas precisando de um super help.

Certo, mas então qual a dica para gerenciar essa tal informação? Não é nem uma questão de dica, é uma questão de hábito e dar significado à informação. Nem tudo é útil, é preciso filtrar muitas coisas, desapegar e descartar tantas outras. Precisamos de hábitos transformadores, com os quais saibamos capturar o que nos vem à mente e à frente, para depois esclarecer e organizar, colocar a informação no seu devido lugar, e também refletir sobre o que vale a realmente a pena, e finalmente engajar, fazendo acontecer o que queremos.

Estes verbos fazem parte da metodologia GTD - Getting Things Done, criada por David Allen, descrita inicialmente no livro A arte de fazer acontecer, porém verbos já revisados, conforme a nova versão do livro. Reforço que não tenho nenhuma solução para este nosso caos, mas talvez a metodologia GTD tenha. Vamos aprender com ela? Ou vocês acham que existe outra maneira mais simples e prática do que esta de organizar informações e tornar nossa vida mais produtiva e alinhada, em todos os sentidos? Reflitam sobre suas práticas, e busquem gerenciar cada vez melhor esse lado que é o que dá um norte a toda nossa vida.
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Artigo#2

Vamos refletir sobre as riquezas da metodologia GTD?


Escrever sobre a metodologia GTD é muito desafiante, “mas então desafie-se!”! Só por esse motivo me interesso em fazer isso: amo desafios! Testemunho transformações que ocorrem com pessoas que utilizam o método, então, como não ei de eu mesma fazer o teste!?

Apesar de muitas coisas serem instintivas, e alguns hábitos da metodologia serem naturais para pessoas organizadas, é sempre um eterno aprendizado. Como traduzir os principais conceitos de maneira simples e objetiva, para instigar quem ainda não conhece e não falar besteira para quem já é faixa preta? Puxa, não sou nada audaciosa com essa meta, hein?

Quem se apaixona por organização, depois esbarra em algum momento com o GTD, se não é amor à primeira vista, uma hora o casamento acontece. Meu objetivo com estes posts não será escrever um manual, nem um passo a passo, nem como eu faço a implementação dele na minha vida, mas refletir junto com você, caro(a) leitor(a), nas riquezas desta metodologia.

O GTD nos mostra muitas “habilidades produtivas” que precisamos desenvolver para conseguir fazer acontecer o que queremos, o que sonhamos, o que desejamos, para que tudo não fique somente em nossa imaginação. Ele nos dá uma visão mais prática e objetiva de como construir e efetivamente executar nosso planejamento de vida e de trabalho, e também sugere ferramentas para que isso aconteça.

Ele é ação, totalmente focado em atitudes transformadoras. Ele faz a gente refletir muito, e isto também é uma ação importante que muitas vezes deixamos de lado. Só que para entrar na dança do GTD, a gente tem que sair da cadeira, e correr atrás. Sobre esta “arte de fazer acontecer” começaremos a conversar com mais detalhes a partir do próximo post, até lá!

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Artigo#3

As cinco “habilidades produtivas” do GTD


Hoje iremos começar a viagem pela metodologia GTD e refletir sobre o que nomeei carinhosamente de suas cinco “habilidades produtivas”, ou seja, as premissas que norteiam a sua implementação na vida ou no trabalho. São hábitos iniciais que precisamos desenvolver para conseguir entender e pensar de acordo com o GTD, inserir eles no dia a dia da vida, pois todo o resto se constrói com este apoio.

 

1 Tenha a mente clara como água.


Perceba como a água num lago parado reage ao jogar dentro dela uma pedra: ela se movimenta e logo volta ao estado natural. Elaborei um breve vídeo que ilustra bem este conceito, assista aqui

Recebemos diversas “pedras” no dia a dia, ou “bolas” que vão sendo jogadas para nós. Temos de definir o que fazer com elas, se vale a pena abraçar “a bola” ou passar a diante. Somente com a mente clara como água que conseguiremos manter o foco em meio ao caos, e não deixar que qualquer copo d’água vire uma tempestade em nossa vida.

Com equilíbrio, tranquilidade, em paz com a vida, é mais fácil acionar nosso “estado produtivo” e fazer acontecer o que queremos.


Tralha

 

2 Transforme a tralha em algum significado.


Tralha é de certa forma a tal informação, que citei lá no Artigo#1, mas é muito mais do que isso. David Allen cita a “tralha” como todas as coisas que entram em nossa vida e ainda não decidimos o que fazer com ela, nem resultados, nem destinos, nem próximas ações. Precisamos constantemente realizar esta transformação, e trazer significado para tudo o que entra em nossa vida, sejam coisas materiais, informações, pensamentos, ideias, etc.

 

3 Administre suas ações.


A grande verdade é que não administramos o tempo, nem a sobrecarga de informações, nem muito menos as nossas prioridades. Isto são coisas que todos temos: tempo (1 dia com 24h), prioridades (família, trabalho, estudo, etc) e informações (vindas de diversas fontes). O segredo é aprender a gerenciar o que fazemos nesse nosso tempo, com relação as nossas prioridades e com as informações, ou seja, nossas AÇÕES.

 

4 Definir os resultados esperados.


Muitas vezes fazemos as coisas e não nos perguntamos nem refletimos sobre o porquê as coisas caminham daquela forma, porque fazemos isto ou aquilo. A arte de fazer acontecer tem grande foco nos resultados, se fazemos algo, o que esperamos com aquilo? Mensurar isto às vezes parece complicado a primeira vista, mas é a chave para trazer mais valor às nossas atitudes e sentido ao que fazemos em nossa vida.

5 Tire tudo da mente para um sistema confiável.


Precisamos criar uma estrutura eficaz de informações fora de nossa mente, pois a última coisa que podemos fazer é confiar na memória, isto é uma cilada! Cada informação precisa ter o seu lugar, fora de nossa mente, seja em meio físico ou digital. O GTD propõe este modelo de sistema, que cada pessoa adapta segundo suas necessidades, e conforme melhor funciona para si.

E aí, pessoal, o que estão achando da nossa viagem pela metodologia GTD? Comentem suas dúvidas ou o que gostariam que abordasse nesta coluna, pois temos muito conteúdo pela frente para ser explorado! Até o próximo post!
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Artigo#4

GTD é um projeto de vida permanente


A reflexão na metodologia GTD me deixa incrivelmente entusiasmada! Colocar ela em prática mais ainda, é uma consequência direta! Reler o livro e perceber que cada vez que tornamos realidade os conceitos, fazemos novas descobertas e conexões é apaixonante demais!!!

GTD e um método de produtividade, mas ouso acrescentar que tem muito a ver com um projeto de vida permanente. Uma das premissas mais importantes, antes de fazer o trabalho que tem de ser feito é defini-lo, apesar de termos de fazê-lo também à medida que aparece, e contar com os imprevistos. Tudo começa com planejamento, e esta definição de trabalho é bem isso.

David Allen (que amarra tudo perfeitamente) sugere o modelo de seis níveis para revisar o trabalho, e faz uma analogia a um edifício, onde "Você irá notar diferentes panoramas de diferentes andares". Assim se estabelecem o solo e os horizontes, que você irá visualizar, cada vez que subir num andar mais alto.

Os horizontes do método GTD

 

Solo: próximas ações.


Atividades para você se engajar no nível mais físico e visível.

 

Horizonte 1: projetos


Resultados a curto prazo que você quer atingir.

 

Horizonte 2: áreas de foco e responsabilidade


Suas funções, interesses e responsabilidades. As áreas da vida que apresentam resultados que você quer alcançar e manter (relacionamentos, saúde, desenvolvimento pessoal, espiritual, etc) bem como as áreas do trabalho, de acordo com as diferentes áreas de atuação.

 

Horizonte 3: metas e objetivos


Resultados que você deseja alcançar a médio prazo (até 2 anos). O objetivo é o que você deseja alcançar enquanto que a meta mensura o tempo, e delimita um prazo para que o objetivo tenha atingido.

 

Horizonte 4: visão


Resultados que você deseja alcançar a longo prazo (3 a 5 anos). De uma forma bem genérica, é a resposta que precisamos construir para perguntas do tipo ”Para onde queremos ir? Onde queremos estar? Fazendo o que? Com quem?”.

 

Horizonte 5: propósitos e princípios


É o olhar do panorama geral. São os valores que norteiam sua vida, suas escolhas e decisões. A razão de ser do seu trabalho e da sua vida. Os horizontes anteriores estão conectados com este aqui, a essência, objetivo macro, sua missão de vida. Por isso que passei a considerar o GTD o projeto de vida mais perfeito que existe, pois tudo está interligado. É o modelo de planejamento em ação ideal!

Há sempre quem olhe para essa analogia e diga: "mas é muito difícil definir esse lance de metas!". As coisas são mais simples e descomplicadas quando começamos a colocar o GTD em prática, e vamos evoluindo à medida que persistimos na implementação. Não é assim com tudo na vida? Com o aprender a falar um idioma diferente, tocar um instrumento musical, familiarizar-se com câmeras se você grava vídeos ou com o falar em público quando se torna um palestrante. É também com o GTD, pode acreditar. Viaje pela vida sabendo para onde deseja chegar, mesmo que depois decida pegar outro caminho. Como escreve Allen: "No dia a dia, você nunca tem tempo para pensar. Você precisa já ter pensado.”.

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Artigo#5

O diagrama do fluxo de trabalho no GTD


Que tal refletirmos hoje sobre um aspecto mais prático do GTD: o fluxo de trabalho? Este segue algumas diretrizes básicas, que norteiam todo o processo. É um super mapa para que aprendamos constantemente onde colocar nossa tralha e o mais importante, o que fazer com ela! Gera alguma ação? É arquivo? É lixo? Vamos acompanhar o fluxo de trabalho e entender como ele funciona?
O diagrama do fluxo de trabalho no GTD

O primeiro item que aparece no fluxograma tem a ver com a etapa 1 do GTD: capturar. A caixa de entrada no GTD serve exatamente para isso: capturar toda nossa tralha, que já comentei com mais detalhes aqui nos artigos acima. É importante não deixarmos nossa caixa de entrada extrapolar, claro, então, precisamos analisá-la e esvaziá-la frequentemente!

E agora, o que fazer com nossa tralha?

Ao esclarecer o que capturamos em nossa caixa de entrada, iremos nos deparar com três alternativas: a tralha irá para o lixo, será arquivada ou demandará alguma ação.

 

Se a tralha NÃO DEMANDA AÇÃO os destinos são:


1. Lixo: fim.

2. Arquivo - Algum dia/talvez: é um tipo de arquivo de consulta futura que precisaremos para redefinir nossas ações, ou projetos que pretendemos assumir. São tarefas que pretendemos fazer, “coisas” que se tornarão ação, mas não agora, não já, não esta semana. Ex: Boletos de Contas que irão vencer no dia tal, e preciso ter em mãos rapidamente. Projeto de Reforma da casa que irei planejar em detalhes daqui a 3 meses. Outro projeto que pretenderei desenvolver nas próximas férias.

3. Arquivo - Referência: É todo tipo de informação útil e coisas que poderão ser utilizadas como consulta, como referência mesmo, e que não virarão ação. Ex: Cartões de Visita, Apostilas de Cursos, Artigos Interessantes, Folder de serviços, Lista de Websites que tenham a ver com sua área de trabalho.

 

Se a resposta foi SIM, A TRALHA DEMANDA AÇÃO, avalie qual é a próxima ação:


1. Demora menos de dois minutos? Faça! Muitas coisas que entulham nossa mesa seguirão seu rumo se formos rápidos e certeiros, tomando imediatamente as providências necessárias para “nos livrarmos delas”. Não precisa nem ser colocada em lista de tarefas, porque já daremos conta do recado em menos de 2 minutos!

2. Não leva menos de dois minutos? ADIE registrando uma ação na sua lista de próximas ações, para trabalhar nela assim que puder, ou no calendário, para fazer num determinado momento. Delegue e acompanhe a execução da ação numa lista “em espera”, com itens que você aguarda resposta.

3. Se a ação não é pontual, mas sim envolve um projeto, ou seja, é necessário seguir uma série de passos (ações) para alcançar o resultado desejado, então crie um plano de projeto para rever posteriormente.

A lógica deste fluxograma de trabalho foi especialmente criada para aplicarmos nas etapas 2-Esclarecer e 3-Organizar do GTD, onde fazemos exatamente isso: esclarecemos nossa caixa de entrada e colocamos cada coisa no lugar certo, dentro do nosso sistema organizado de arquivos. 

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Artigo#6

Duas lições importantes que aprendi com o Treinamento GTD Fundamentals Nível 1


Fiquei muito feliz em participar do Treinamento GTD Fundamentals Nível 1, em 11 de dezembro de 2015, ministrado por Daniel Burd, da Call Daniel, em São Paulo/SP. Encontrei as respostas para algumas dúvidas; conversei com pessoas super interessadas em aprender mais sobre o método, como eu; e mais uma vez confirmei que o importante é estudar, aplicar, fazer ajustes, e que GTD é algo que vem para descomplicar e simplificar nossa vida! Não consigo ver outro caminho que seja mais afim com a organização do que esse.

PRIMEIRA LIÇÃO


Percebi que nesse negócio de começar a aplicar o GTD não existe passo a passo melhor do que conhecer e entender logo de cara as 5 etapas ou processos de trabalho (capturar, esclarecer, organizar, refletir, e engajar), que é como ele funciona, e passar da teoria à pratica. Quanto mais a gente conhece, melhor as coisas se encaixam e fazem sentido. Todo o resto do edifício está construído em cima deste alicerce. Por melhor que você gerencie seu sistema, este nível solo ou ground é e sempre será o básico que precisa estar bem claro e rodando para se avançar na aprendizagem do método. Ele é muito mais que isso, claro, mas ter a base em ordem é básico, e deve estar descomplicada.

 

SEGUNDA LIÇÃO


O conceito mais libertador que tive com esta experiência foi de entender o real conceito de produtividade, que não é estar sempre em modo "ação" ou "engajar", fazendo acontecer o tempo inteiro. Produtividade tem muito mais a ver com fazer o que tem de ser feito, na hora adequada e escolhida para isso. Já conhecia este conceito na teoria, mas não havia me flagrado disto na prática, no dia a dia. O fazer mais que o GTD nos proporciona é um fazer mais não em quantidade, mas em qualidade. Você faz melhor, você vive o momento, você trabalha, mas você também relaxa e descansa, cada coisa no seu tempo. As coisas continuam acontecendo, mesmo quando você para por um instante, porque nem tudo depende somente de você.

Você consegue visualizar um pouco essa essência do método e das 5 etapas de trabalho de forma compreensível e simplificada? Consegue relacionar produtividade com não fazer nada em determinados momentos, como nos momentos de lazer, por exemplo? Nos próximos posts iremos conversar sobre estas duas lições, que podem ser transformadoras para você também: sobre as 5 etapas de trabalho na prática (como é que se desenrolam) e sobre como ser mais produtiva(o) em 2016 (o que é enfim produtividade?)!

Adaptando a frase com a qual Daniel Burd começou o treinamento o GTD é o remédio para as pessoas que tem muitas coisas a fazer e uma ferramenta de alta performance para quem deseja fazer mais, a saber, com mais qualidade. Espero realizar os próximos treinamentos também e continuar trazendo reflexões, experiências e inspirações para vocês queridos leitores do Paixão por Organização! Porque organização e GTD são como o bolo e o recheio da torta: um complementa o outro!
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Artigo#7

Os cinco passos simples e poderosos do método GTD


Quem mergulha na leitura do livro “A arte de fazer acontecer” pode se assustar e pensar que a coisa é grandiosa e complexa demais. Assim, com receio de errar, ou por não ter entendido a essência dos cinco passos simples e poderosos do método GTD, acaba desistindo, ou adiando para algum dia/talvez rever o assunto. Só que na verdade David Allen descreve o método GTD em todos os seus detalhes, e não é nos detalhes que devemos focar num primeiro momento, mas na essência dele.

Vamos acompanhar a descrição dos cinco passos do fluxo de trabalho do método GTD, que basicamente resume cada uma deles. Claro que é muito mais do que isso, mas se não compreendermos o básico, de nada adiantam os detalhes, que fazem cada etapa ser ainda mais esclarecida, fácil, simples e coerente uma com a outra.

 

1. CAPTURAR


Capturar consiste em registrar tudo o que vem a nossa mente e ter controle de outras formas de entrada de informações na nossa vida, tanto em meio físico como digital.

É “esvaziar a mente” para melhorar nossa vida no dia a dia, ficar mais leve e deixar que a criatividade role solta, mantendo um sistema organizado fora da nossa cabeça. Porque a mente é inteligente para gerar ideias não pra armazená-las!

Faça uma lista com tudo o que vier na sua cabeça agora, compromissos, tarefas por fazer, lembretes que você não pode esquecer, projetos que pretende se engajar, conquistas que pretende alcançar e tudo o mais que lembrar.

 

2. ESCLARECER


Esclarecer consiste em olhar para cada item que coletamos e dar um significado a ele, seguindo o fluxo de trabalho do GTD.

Analise sua lista anterior.

O item não demanda ação? Arquive num arquivo de referência, num arquivo algum dia/talvez ou jogue no lixo.

O item demanda ação? Faça as ações que demandarem menos de 2 minutos. Delegue o que for pertinente. Adie o que não puder fazer agora numa lista de próximas ações, coloque os compromissos na agenda.

É um projeto? Coloque na lista de projetos, ou e defina uma próxima ação para ele.

Assim vá aos poucos construindo sua estrutura GTD.

 

3. ORGANIZAR


Organizar é ter um sistema organizado em meio físico e/ou digital para onde os itens esclarecidos serão destinados, também de acordo com o fluxo de trabalho do GTD. A melhor definição de organizar é ainda ter lembretes do que precisa ser feito nos lugares apropriados.

É você localizar facilmente os compartimentos citados na etapa anterior.

 

4. REFLETIR


Refletir consiste em atualizar as listas de ações, fazer os ajustes necessários, e enfim, decidir o que será feito.

Não deixe suas listas paradas, mas trabalhe com elas sempre!

Reveja o que pode melhorar, o que já foi feito, o que precisa começar ou recomeçar.

Tire projetos da gaveta e defina uma próxima ação para ele.

Alinhe tudo isso com o que você realmente espera: está de acordo com o que você é, faz ou deseja ser num futuro próximo?

 

5. ENGAJAR


Engajar é enfim, executar as ações definidas, remanejá-las e/ou defini-las com base em critérios de trabalho (contexto, tempo disponível, energia disponível, prioridade).

Faça o que tem de ser feito, trabalhe e relaxe na mesma medida. Aprenda a descansar porque tudo está sob controle, registrado e organizado em algum lugar para você, fora da sua mente.

Separe suas listas de ações por contexto (casa, escritório, rua, telefonemas, computador), de acordo com o que for melhor para você.

Adie seus prazos, se for necessário, solicite retorno dos itens pendentes que estão “aguardando resposta”.

Avalie o tempo que você dispõe para cada tarefa e como está sua energia para executá-la naquele momento. A melhor coisa para você é ir para academia depois de um dia exaustivo de trabalho? Vá, e não se reprima por isso.

É importante esclarecer e seguir esta rotina de cinco passos de trabalho sempre, se acostumar com elas, para então aprender mais sobre cada uma, pois dúvidas irão surgir.

Assim como a organização de qualquer espaço não é nunca algo perfeito, com o GTD é a mesma coisa. Pode estar tudo muito bem planejado, certinho, organizado, mas de repente você se verá em meio a uma bagunça. É normal que seu trem saia dos trilhos e derrube diversos vagões. Não será a regra, mas acontecem os imprevistos inesperados, as exceções. Isso é viver a imperfeição da vida.

A grande vantagem de ter o GTD e a organização como guia e suporte no controle de tudo, é que facilmente você conseguirá colocar os vagões nos seus lugares, e retomar o caminho certo, conforme definiu para sua vida. Não é demais extraordinário tudo isso?!

E então, o que vocês acharam: compliquei ou descompliquei o conceito dos 5 passos do GTD? Vamos esclarecer...
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Artigo#8

Seja mais produtivo(a) em 2016!


Afinal, o que é produtividade?


Se pesquisarmos o significado desta palavra encontraremos algo parecido como “característica do que é produtivo”, enfim, algo que se produz. Quando olhamos para ela, a primeira vista, não nos parece que produtivo é aquele que está sempre ocupado, fazendo mil coisas, produzindo muitos resultados, alcançando suas metas, profissionais e pessoais?

A especialista em organização pessoal Thais Godinho, grande entusiasta do método GTD, esclarece muito bem quando afirma que “Ser produtivo é aproveitar o tempo da melhor maneira possível. É executar com significado.” Noutro momento simplifica ainda mais: “Ser produtivo/a é fazer as coisas com significado”.

Assim podemos considerar dois importantes aspectos rumo a uma vida mais produtiva, menos estressante e mais feliz:

 

Defina um significado para o seu trabalho a sua vida


O que você espera para 2016? O que está fazendo hoje rumo à concretização dos seus sonhos? Quais são os seus objetivos? Para ser produtivo(a) é preciso esclarecer tudo isso, definir seu trabalho e sua vida, o que você é e o que faz.

Revise isso constantemente não somente lá na correria de dezembro, na pressão geral que se dá a definição de metas e promessas para o ano novo. Quem aplica o método GTD, acaba fazendo isso naturalmente, não perde de vista seus objetivos, pois tem tudo a ver uma coisa com a outra.

Senão o ano passará, e será frustrante reconhecer no final que não realizou nenhuma ação em direção a seu objetivo número 3 porque ouviu demais as vozinhas negativas internas que te disseram “ah, não vai dar certo mesmo”.

O que fazemos no dia a dia (em casa, no trabalho, na empresa) está relacionado às nossas prioridades na vida? Ser coerente com isso é fazer as coisas com significado.

Tire proveito da sua concentração em cada momento


Habitue-se a realmente “produzir”, realizar as tarefas mais difíceis e que requerem uma atenção especial nos momentos em que estiver mais concentrado e com energia para isso. As pessoas são matutinas, vespertinas ou noturnas, você reconhece quando é seu período mais produtivo do dia? Descubra-se.

Quando vierem os dias em que você está indisposto, se sentindo a pior das criaturas, execute as tarefas mais operacionais, não as estratégicas. O tempo ruim passará logo e os ânimos melhorarão. Dê um tempo para você, cuide de outros projetos, do jardim, da casa, do próprio visual. Porque a vida é mais que trabalho, não se esqueça disso!

As pessoas não vivem só para trabalhar, como não vivem só pra ficar diante do computador ou grudados no celular navegando “para onde a vida me levar” nas redes sociais. Ao menos não deveria ser assim, ambas realidades se fossem reais seriam profundamente frustrantes. Claro que isto não acontece, concordam?!

Ser produtivo é fazer mais com menos estresse, é fazer mais com qualidade, é fazer melhor, porque é um fazer engajado. É se concentrar no que está fazendo, e fazer bem feito. É estar presente ali vivendo o momento, seja uma atividade de trabalho, jogar bola com as crianças, ou um programa especial com o amor da sua vida, por exemplo. “Tudo neste mundo tem o seu tempo, cada coisa tem a sua ocasião”, já afirmou o sábio em Eclesiastes 3.1. Aproveite bem o seu tempo, carpe diem!

 

Viva feliz!


Como já afirmei por aqui, “Produtividade, não é estar sempre em modo "ação" ou "engajar", fazendo acontecer o tempo inteiro. Produtividade tem muito mais a ver com fazer o que tem de ser feito, na hora adequada e escolhida para isso”. Tem tudo a ver com suas escolhas e prioridades.

Isto resume tudo. Tenha este conceito bem diante de você. Escolha suas “batalhas” com sabedoria. Trabalhe, descanse, seja produtivo sem estresse, e seja feliz!

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Se deseja conhecer como estou implementando o método atualmente na minha vida siga as tags Rotinas & Tarefas | Casa e Rotinas & Tarefas | Trabalho
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