11 de abril de 2016

O segredo do sucesso que talvez ninguém ainda contou pra você



Muitas vezes compartilho no instagram do blog imagens relacionadas a minha vida musical, especialmente a orquestra. Pode parecer que não tem nada a ver com Transformando Espaços, e com espaço em si realmente não tem, mas com organização, pra mim tem tudo. Porque elas retratam muito bem aquela expressão da Thais Godinho de "transformar sonhos em objetivos", ou como eu escrevi por lá na imagem do primeiro concerto oficial que participei na última sexta: "organizar é colocar cada coisa no lugar certo, também nossos sonhos: no lugar onde eles se transformam em objetivo, meta e viram realidade!" Isso é projeto de vida aplicado na vida real, não planejamento estratégico de gaveta, onde nenhum planejamento deveria ficar.

 

O segredo do sucesso que talvez ninguém ainda contou pra você



Relaciono a seguir três lições aprendidas na minha vida, afins com o segredo do sucesso que talvez ninguém ainda contou pra você, misturando organização e música, e especialmente: planejamento estratégico!

 

1. Defina metas SMART


Sempre quis fazer parte de uma Orquestra, a música clássica foi a primeira que me fisgou, e por causa dela que comecei a estudar piano há anos atrás. Especialmente depois de ter assistido o espetáculo que é a OSPA em ação. Só que naquela época, se for analisar minha lista de metas, hoje entendo: eram totalmente surreais, a curto prazo. Como poderia ser maestrina, pianista, violinista, professora, especialista em tecnologia musical, tudo junto e misturado, e pior: começar já lá em cima? Não tinha traçado nenhum caminho, só onde queria chegar, e como era muito a longo prazo, nem com óculos conseguiria visualizar claramente a visão clara e objetiva. Havia tantos obstáculos para transpor, tanto a fazer e a aprender, para então, enfim, chegar onde esperava. Era um caminho demorado, não seria do dia para a noite. Citando outras habilidades que precisava conquistar: liderança, empatia, inteligência emocional, além de conhecimento técnico nas áreas em questão, e controlar a ansiedade de querer tudo pra ontem. Onde poderia imaginar que seria tudo tão mais fácil anos mais tarde (hoje): partituras a disposição na internet; vídeos diversos no You Tube, de concertos a aulas didáticas; cursos a distância na área que for, inclusive na musical.


Ah, como o planejamento estratégico tem a nos ensinar! E como é duro ver que definimos metas tão toscas quando não sabemos definir metas, como confundimos objetivo com meta, e distorcemos tudo.

A técnica SMART sugere que a meta deve ser:
  1. S (Specific) - específica, direta, objetiva, não deixar dúvida.
  2. M (Measurable) - mensurável, ser escrita quantitativamente, para que possa ser medida.
  3. A (Attainable) - alcançável, nem fácil nem difícil demais. Não pode ser desmotivadora por ser difícil demais, nem tão fácil que não precise nenhum esforço para alcançá-la. Ousada, mas realista.
  4. R (Relevant) - relevante, que traga significados para a vida (ou empresa), que tenha a ver com os propósitos em questão.
  5. T (Time-bound) - temporal, precisa ter um tempo limite estipulado para verificar se foi alcançada ou não.

Se uma meta não tem estes ingredientes, ela simplesmente não existe, e o resultado é a frustração mesmo, sem solução. Precisa dizer mais?

 

2. Defina objetivos a curto prazo, sem excessos e realistas


Costumo dizer que posso ter desistido da música, mas ela não desistiu de mim, esteve sempre a espreita. Parei de fazer aulas, mas o piano estava ali na sala, mesmo tendo virado objeto de decoração. Lembro o que um amiga me disse um dia, que quando estava triste ia até o piano, e tocava até a tristeza passar. Às vezes fazia isso, mas o piano virou minha tristeza. O arquivo musical foi parar no baú literalmente, porque ainda não era hora de jogar tudo no lixo, "quem sabe volte a utilizar um dia", volte a fazer e dar aulas (num período que não o fazia). Chegou um tempo que coloquei na cabeça que precisava vendê-lo, e investir noutra coisa. Num violino, que fosse. Voltar a estudar, mas outra coisa, esquecer do piano. Ninguém pagou o preço pedido por ele, então, ficou lá. Começar do zero no violino? Estudar mais, pra nada, de novo? Pra tocar só pra mim, até a tristeza de tocar solitariamente passar? Não.


Não é legal definir objetivos demais, porque pode ser frustrante não alcançar a todos, da mesma forma como o é não definir objetivo algum com relação ao que se pretende fazer. Importante é ter objetivo que se consiga fazer algo a respeito, no momento atual, de forma realista e delimitando o tempo de alcance deles com as metas. O casamento objetivo e meta precisa estar muito conectado, pois um precisa do outro para existir e fazer sentido.

 

3. Pare de se lamentar dizendo "se tivesse feito assim", vá lá e faça, hoje!


Nunca havia tocado um violino na vida. Meu tio é violinista, e nunca tive coragem de pedir pra sequer pegar no instrumento, tentar tirar algum som dele, ver como é que funciona aquele negócio. Hoje penso que se tivesse feito isso, talvez tivesse focado na aprendizagem do violino e não teria ficado tão confusa assim diante de tantos caminhos. Mas como o "se tivesse feito assim" nunca faz nenhuma diferença, se a gente não vai lá em faz, paciência. Tive um aluno de piano que volta e meia falava que a filha começou a aprender violino, tocava bem, e que agora o instrumento estava jogado num canto, porque ela parou de fazer aula e de tocar. De novo fiquei próxima da possibilidade do "se tivesse feito assim", só que daí fui lá e fiz: pedi emprestado o violino da filha desse meu aluno, pra tentar aprender a tocar o bendito instrumento, pois não faria mais um investimento musical à toa. Foi amor ao primeiro toque. O violino capta o que sentimos, se estamos bem, o som sai bem, se estamos cansados, estressados, de mal com a vida, o som fica uma porcaria, não adianta enganar professor algum. Junto com o piano, é o sentimentalismo a flor da pele. Tão lindo, tão emocionante, tão divino! 

Se lamentar pelo que fez ou deixou de fazer não adianta nada , só resolve fazer alguma coisa, e mudar no tempo presente. Acho tão utópico certos conselhos de sucesso e ganhar dinheiro, onde tudo parece tão fácil, só estudar e trabalhar bastante, que os resultados virão e as oportunidades baterão na porta ou cairão do céu.

 

Enfim, o segredo revelado


Se a verdade pudesse escrever abaixo destes textos e vídeos diria: "É muita ilusão numa pessoa só. Tudo até faz muito sentido, mas quem seguir seus conselhos sentirá na pele que o grande segredo do sucesso está oculto, e se perguntará: mas onde foi que eu errei?!". Para mim nenhuma oportunidade bateu na porta nem caiu do céu, e sinceramente acredito que isso é meio difícil de acontecer. Algumas talvez, mas aí não sei se eram as que eu desejo e busco para mim. Grande parte delas nunca teriam aparecido se eu não tivesse insinuado ou ido atrás. Outras tantas também poderíamos listar nas quais batemos, batemos, e a porta não abre. Talvez esteja emperrada.

Virei tão metida e ousada que cheguei a perguntar para algumas pessoas, "mas como você fez", só pra ver se me responderiam mesmo. Algumas senti que foram sinceras, expuseram de forma clara e objetiva o que fizeram, simples assim. Outras não responderam, fizeram de conta que não foram questionadas ou deram uma saboneteada bem elegante. Também houve respostas que continuaram me deixando com uma pulga atrás da orelha, porque não engoli a resposta.

O que fazer então? Mude de estratégia, bata em outra porta ou pule pela janela. Só não fale mais esta expressão matadora "se tivesse feito assim...", porque você não seria quem é hoje se não tivesse seguido pelo caminho que seguiu. E não pense que alguém um dia irá contar o A a Z de sua receita de sucesso, porque cada um constrói seu sucesso com base no que define para essa palavra, e somos todos diferentes. Resumo da ópera: esse título matador que você lê por aí é só persuasão mesmo, cada história é única e exclusiva, e o seu sucesso é definido por você. 
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