19 de novembro de 2015

Resenha do livro A Mágica da Arrumação



Marie Kondo foi um assunto bastante badalado este ano no meio "organização", e enfim, consegui fazer a leitura do livro, curiosa para conferir que bambambam todo era esse em cima do método da organizadora profissional japonesa. Comprei o livro em outubro, no aeroporto em minha última viagem (assim até parece que sou muito de viajar, cof cof cof...), comecei a ler, continuei no avião, e o vôo que já era vapt-vupt (1he15min) foi ainda mais rápido. A leitura foi tão gostosa, que acabei no dia seguinte, plena segunda-feira de manhã. Estava realmente ansiosa e curiosa para entender essa tal "mágica da arrumação". Porém como havia muitos posts encaminhados no blog, escrevi e deixei a resenha na lista de espera.

O que mais levei de aprendizado pessoal é que temos de ter a nossa volta coisas das quais gostamos, que nos trazem boas lembranças, e que tem sentido para nós. A abordagem sobre o desapego também é muito interessante, válido para refletirmos sobre as coisas que guardamos e sobre a importância de desapegar. São coisas que já sabemos, mas Marie reforça e coloca de um jeito diferente, chamando a ação de um jeito todo especial.
"O espaço que somos deve se adequar a pessoa que somos agora, e não aquela que fomos um dia."
Marie critica demais outros métodos de organização digamos assim "convencionais" e em diversos aspectos é bastante radical. No entanto, não parece ter nada muito novo que no mundo da organização profissional já não seja normal, simples e óbvio, como sempre digo que a organização deve ser.

Se por um lado descreve a organização como evento especial (e isto realmente é!) por outro lado defende a organização como algo perfeito, definitivo. Não existe arrumação definitiva, pois os ambientes se renovam, adquirimos novas coisas, então precisamos da revisão periódica. Organização é um processo contínuo! Não é passe de mágica que não retorna a bagunça sem manutenção, trabalho e persistência!

Aliás, não dá pra confundir arrumação com organização, e parece que o título está meio equivocado neste sentido. Arrumar, arrumamos todo dia, ao colocar as coisas de volta "em algum lugar", não necessariamente aos seus devidos cômodos e lugares. Organizar é refletir sobre a forma como guardamos as coisas, e optar pelas melhores alternativas, especialmente: descartar as inúteis e organizar somente o que é útil, no seu devido lugar.

Algumas de suas posturas radicais:
  1. Primeira: questiona a utilização de produtos organizadores, trazendo um ar de supérfulo para estes itens do tipo "Pra quê? Pode-se organizar sem eles.". Aqui as organizadoras piram!
  2. Segunda: no quesito organização de papéis sugerir jogar tudo fora, gente!!! Tem muita coisa inútil em papel, sim, mas o bom senso prevalece! Fiquei intrigada ao ler essa parte da papelada, pois fere meu cuidado e zelo pelos arquivos. 
  3. Terceira: organizar tudo de uma vez só! "Pra ser perfeito tem de ser assim." Quem conseguir organizar perfeitamente que atire a primeira pedra! 
Marie sugere a organização por categoria e não por cômodo. Começar com todas as roupas, depois os livros, a papelada, partindo finalmente para itens diversos (o que é um termo perigoso), deixando a lógica dos itens de valor sentimental por último. As perguntas que faria como complemento a essa análise são essas: "O que é essencial em cada cômodo? O que guardar em cada ambiente e nas áreas de armazenamento disponíveis?"
Qualquer método de organização que se preze começa não pelo descarte sem critério mas pela avaliação que leva ao descarte. Marie no seu processo de aprendizagem sobre organização não conseguia organizar porque arrumava suas tralhas, em vez de descartar e organizar as tralhas úteis. Essa é a grande mágica da organização, que abre espaço para propriamente organizar qualquer coisa! Ela cita muitos exemplos legais e promove reflexões com seus "interrogatórios investigativos", ao lhe ajudar a por ordem na sua bagunça, afinal, se por algum lugar tem de começar, que seja pelo guarda-roupa! O resultado deste espaço organizado dá uma tremenda sensação de bem estar e felicidade, que depois vai se espalhando por outros ambientes.

A grande verdade é que ela tem uma postura firme e autêntica, o estilo KonMari de ser e fazer acontecer. Um estilo bem "romântico" de lidar com a questão organização, que fica muito claro quando escreve sobre o tema. Agora o que importa mesmo é que está movimentando o assunto nos quatro cantos do mundo, e transformando a vida de muita gente. Palmas a ela por isso!

Mais informações sobre o livro aqui.
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