25 de novembro de 2015

Os verdadeiros imprevistos indesejáveis e de grande impacto na vida


Neste mês de novembro aconteceram muitos eventos não previstos. Apesar de ter concluído diversos projetos legais e ter me sentido toda poderosa com isso (puxa, consegui!), me senti também a mais miserável das criaturas com algumas coisas que aconteceram e me fizeram perceber algumas pendências, esquecimentos que passaram desapercebidos, alguns já de mais tempo. Se eles tocam na área saúde, aí, o inevitável se consolida, e impacta nas atividades do dia a dia.

Por mais organizados que sejamos, cada dia nos traz novas surpresas, e nem sempre elas são tão agradáveis. Planejava estar desenvolvendo outro tipo de assunto no blog, mas com os acontecimentos da semana passada simplesmente tive de parar e registrar algumas diferentes observações.

Na quinta-feira, dia 19, numa tarde que estaria em casa, os imprevistos do dia me levaram ao dentista (eu, minha mãe e de quebra o Miguel também). Na volta passamos rapidamente no supermercado, e o caminho de volta para casa foi assustador. Levamos em torno de 30 a 40 minutos da cidade de Marechal Cândido Rondon até o distrito de Porto Mendes onde moramos. Assim que saímos da cidade começou a chover, e entramos num temporal que ficou cada vez mais forte. Houve momentos que caia tanta água, que não via praticamente nada na minha frente além de água, fui devagar, orando para que Deus nos desviasse daquela tempestade estranha, que mais parecia um tornado. Sabe aquelas cenas de filme americano? Então, era parecida. Fiquei tranquila, e seguindo a viagem, a "chuva" ficou para trás. 

Chegando em casa, acabou a luz. Não tardou para chegar notícias de um tornado que havia passado no centro de Rondon. Me arrepio só de lembrar, o que teria acontecido se tivéssemos entrado dentro dele? Será que não estávamos bem do seu lado? Chegou a noite, sem luz, sem internet, em plena escuridão. Sem notícia alguma, que pudesse esclarecer os fatos, comecei a rascunhar ideias pro blog a luz de velas. Sem luz, sem sono, o que fazer?

Interessante os três pensamentos que tive diante daquela cena assustadora: 1 - parar e filmar com o celular (e se aquele tempo feio nos encontrasse ali, na estrada?! Já pra casa mulher!), 2 - pedir a Deus que desviasse aquele negócio estranho do nosso caminho, 3 - manter a calma, e tentar chegar em casa em segurança. Depois que soube do que havia acontecido, fiquei perplexa num primeiro momento e vi a mão de Deus nos desviando do perigo. Queria escrever algo sobre, mas o quê, em qual abordagem? Depois de visualizar o que aconteceu, a ficha começou a cair.

Não gosto de contar com os imprevistos, mas eles são inevitáveis. E há piores do que aqueles pessoais que citei no primeiro parágrafo, e me incomodaram durante o mês porque me desviaram do meu planejamento. Uma pequena mudança nos planos não é nada diante de um tornado na porta de casa ou do trabalho, que em segundos leva tudo o que você levou anos para construir. Perdas materiais, o que são os bens que temos? Estas são superáveis, difícil é esquecer os momentos de terror, tão rápidos e tão devastadores. Difícil é superar os traumas emocionais, de estar ali, no olho do tornado. Para alguns seja até difícil admitir tudo isso, e reconhecer que nada somos, senão pó que retornará ao pó.

Uma pergunta que muitos se fizeram, como eu, foi: onde estavam as pessoas naquela hora, com tão poucos feridos? De alguns relatos que ouvi, uns se protegeram em alguma parede, outros correram para o banheiro, se esconderam em algum lugar "seguro", embaixo da mesa, onde mais? O aparente fim próximo, talvez muitos pediram a Deus como alguém testemunhou para mim: "O que nos resta senão orar e pedir a Proteção à Deus, e se for da sua vontade que tenha chegado minha hora que me receba de braços abertos no céu? Não há nada mais a fazer numa hora dessas.".

Agora aqui a palavra é reconstrução do que os ventos destruíram. Os desastres naturais pareciam tão distantes, mas estão cada vez mais próximos. Em diferentes intensidades, de diferentes faces, qual será o próximo? Com sua força destroem tudo por onde passam. Infelizmente em certos imprevistos como rios tomados pela lama, a palavra reconstrução é um pouco mais complicada. Essa realidade caótica entristece. Que possamos aprender com os sofrimentos a sermos pessoas melhores, e a construirmos um mundo mais humano. Que aprendamos a olhar para o lado e fazer alguma coisa que esteja ao nosso alcance para ajudar (além de orar), pois amanhã podermos ser nós os necessitados de ajuda. Que não precisemos sentir os verdadeiros imprevistos indesejáveis da vida na pele para então nos compadecermos, chorarmos, lamentarmos as perdas, compreendermos, reconhecermos e expressarmos nossa gratidão a vida e ao criador da vida e de tudo o que existe. Que o sopro da vida nos faça não só pensar, mas tirar conclusões sábias dos tornados da vida pelos quais passamos. Nada acontece à toa, tudo tem um propósito. 
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Edel, sábias palavras, nos fazem parar e refletir sobre nossas atitudes, nossas ações. Bjssss

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