15 de maio de 2015

Regras de Etiqueta para Redes Sociais

Redes sociais, quais são as regras de etiqueta para usá-las, isso existe? Talvez bom senso seja a palavra ou a resposta meio torta para esta pergunta meio esquisita.

Já fui de literalmente escrever "no que estou pensando" no facebook, de fazer da página pessoal um diário de grávida, e depois de mamãe de primeira viagem. Já houve fases também nas quais me omiti de quase tudo. Só postei o que achava relevante compartilhar. Bateu um desânimo, pois não tinha fotos para postar de viagens para Europa nem pra Disney, por exemplo. Porque tudo tem que estar ali? A vida é demais escancarada. Cadê a privacidade? Bem, cada um determina o seu limite de exposição nas redes. Tem a turma que não é adepta (até do contra) até conhecer como funciona, depois, enfim, faz a mesma coisa que todo mundo faz. Vale o bom senso.

Regras de Etiqueta para Redes Sociais


Desanima o fato de que fotos e vídeos de bebês e animais de estimação são os que dão mais curtidas, e tem tanto sensacionalismo barato com algumas notícias. Parece que tudo o mais a gente vê, curte ou não curte, sei lá, e no fundo faz de conta que não viu o que o outro postou. Se morde de inveja às vezes, dá um elogio lindo, e depois se pergunta: será que não é tudo um faz de conta mesmo? Faz de conta que você é a melhor pessoa do mundo, que suas palavras são a maior sinceridade do universo, que a vida é maravilhosa, perfeita, como foto transformada em photoshop, é ou não é?


Tem vezes que rola uma deprê e conselhos virtuais. Verdadeiros posts de blog. Como tenho um blog, não costumo me alongar em descrições, mas não deixo de referenciar o que ando escrevendo nele. O que é relevante compartilhar? As coisas boas. Experiências que deram certo. Aprendizado que teve com os erros. Informações úteis. Links legais. As coisas ruins passam, precisamos passar por elas, sim, mas todo mundo precisa saber? Pior é bate-boca virtual, com um super público para... afinal, para fazer o que? Seria como se pegar no tapa no meio da rua, muito ridículo? Pelo jeito tá ficando "normal", pois é mais ou menos isso que às vezes acontece, mas para um público em proporções bem maiores do que se fosse no meio da rua.

Tem momentos em que é preciso calar, guardar, refletir. Pensar sozinho, não pensar escrevendo o que estou pensando agora... mais uma vez o bom senso. É preciso ser forte, cabeça feita, ideias no lugar, pra não pegar o bonde errado. Você tem acesso a milhares de pessoas que te chamam no seu chat todos os dias e você pode chamar no chat deles também. Quanta ilusão rola nesse mundo virtual, que é tão real, tão presente, tão misturado. É ilusão ou não é? É e não é, depende o caso, mas é fácil para confundir a cabeça até dos mais centrados.

Tem gente que ainda não conhece as configurações do facebook, que possibilitam só você postar na sua página, e bloquear qualquer pessoa de compartilhar qualquer bobagem nela sem a sua autorização. Claro que daí nem parabéns no aniversário você vai receber, só trocentas mensagens, e a galera perguntando o que aconteceu com sua página, que não permite escrever nada na linha do tempo.

Rede social conecta pessoas distantes e distancia pessoas próximas, contraditório não? Falar com um amigo que está morando ou viajando lá do outro lado do mundo e/ou falar com o marido pelo chat, cada um do seu escritório, para a criançada não interferir na conversa e querer se tornar o centro das atenções. Esse lance de conectar, desconectar é delicado... que nada: é uma realidade, não tem mais como fugir dela. Acontecem as duas coisas, sim, e tende a ficar pior, depende de como você encara isso. Não sei até que ponto isto é ruim ou bom. Não vamos colocar a culpa na tecnologia, pois quais foram os pais de antigamente que tiveram muito diálogo com seus filhos? Que se interessaram pela vida deles, por estar presentes, e se preocuparam com suas dificuldades? Todos? Não sejamos hipócritas ao culpar a tecnologia pelos erros que nós cometemos por nossas próprias escolhas. Existiam outros passatempos no passado e no futuro existiram outros. Existem pessoas que falam pouco na vida real e no mundo virtual são tagarelas de plantão...

Bom senso é a palavra, cada um precisa encontrar o seu significado prático, sem culpas ou desculpas. As regras do bem viver indiretamente existem na vida virtual assim como na vida real. Quer fazer diferente? Que assuma as consequências depois. Simples assim.
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