7 de maio de 2015

Refletindo sobre voltar a viver no interior...

Faz 1 ano hoje que realizamos uma mudança muito especial em nossa vida. Estava postando no instagram mais uma foto de um lugar que amo e me faz viajar para longe, pensar, imaginar, sonhar, planejar, visão esta que o Parque da Malwee em Jaraguá do Sul/SC nem a praia de Cabeçudas em Itajaí/SC, em todo seu encanto e beleza não conseguiam fazer, não nas mesmas proporções. Então, ao começar a desenvolver um breve comentário me dei por conta que ainda não havia feito o comentário merecido sobre tudo isso que temos vivido aqui. Se faltou inspiração até aqui ela chegou há poucos instantes. Tenho necessidade de vivenciar primeiro, para então escrever com mais autoridade e de forma positiva sobre as minhas experiências, pois não gosto de registrar por registrar, sem pôr vida, amor e significado às coisas.

Este lugar, uma área de lazer, está à poucos metros aqui de casa, adoro ir lá passear com os meninos (não ao mesmo tempo), caminhar em meio ao arvoredo, e dar uma pausa perto da água. Ainda não fizemos piquenique lá, nem aproveitamos tanto com a família como poderíamos, pois gostamos de ir passear mais longe às vezes.

Acho incrível ter a oportunidade de conhecer diferentes lugares e culturas, conviver com diferentes pessoas, e perceber que cada uma delas, seja em sua sofisticação ou simplicidade, tem algo a nos ensinar. Certa vez alguém contou a história de um sábio que ficava sentado na entrada de uma cidade, e os viajantes quando o questionavam "como é morar nesta cidade, é bom ou ruim?", ele indagava com outra pergunta: "Como era de onde você veio?" Então, se o viajante respondia que era ruim, que lá só havia gente má, mal humorada, problemas, dificuldades, e mi mi mi, o sábio concluía que ali ele encontraria o mesmo. De maneira semelhante o homem que respondia que de onde vinha era um lugar maravilhoso, com gente humilde, prestativa, trabalhadora, cheio de progresso, o sábio recomendava o mesmo, que nesta cidade havia tudo isto também, e que o homem seria muito feliz ali. Moral da história: nós construímos o lugar onde estamos inseridos, seja cidade, distrito, bairro, rua, casa, família.

Levo esta historinha aparentemente boba para minha vida, pois pessoas boas e más, imperfeitas existem em todos os lugares. Problemas, idem. Oportunidades de melhoria, idem. E algo que aprendi nos últimos tempos foi que o maior limitador de nossos sonhos somos nós mesmos. Não é culpa dos filhos, do marido, de Deus, do lugar que estamos, das oportunidades perdidas, das escolhas não feitas, das decisões não tomadas. A carga e responsabilidade é grande, e unicamente nossa.

Já vivenciamos a realidade de cidade, não de uma capital, mas de uma cidade interiorana que nunca dorme com turnos de trabalho que viram a noite. Ansiamos por morar com os filhos pequenos num lugar calmo, mais tranquilo, onde pudéssemos sair para passear na rua e no parque, descansar melhor sem o barulho do trânsito quase 24h por dia e sem a preocupação constante de assaltos. Curti muito as vantagens de viver em cidade, mas também curto viver aqui, no distrito de Porto Mendes em Marechal Cândido Rondon/PR. Este é um relato sincero, não declaração de amor de facebook, que hoje "Te amo!" e amanhã "Te odeio".

Às vezes quando falamos onde moramos, imagino no que se passa na cabeças das pessoas... "lá em Porto Mendes, onde não tem nada, naquele interior perto do lago e distante de tudo?!" ou "lá em Porto Mendes, perto do Balneário onde tanta gente vai acampar, descansar, pescar e passar as férias?". Na verdade isso pouco importa, vejo além, e como disse acima, limitador é nosso pensamento. Aqui não tem tudo, mas o essencial. Não o supérfulo, mas o importante. Se a proposta for cinema, concerto, show, shopping, curso, estudo, distâncias hoje em dia não são mais o pior problema do mundo. Terão a ver com as prioridades do atual momento da vida. 

Sempre sinto que faço parte do lugar onde vivo, do meu jeito. Não é assim que tem de ser, eterno enquanto dure? Que se amanhã não estivermos mais aqui, possamos deixar alguma coisa boa para alguém lembrar. Só que se quiserem lembrar de coisas ruins, fazer o quê. Faz parte. Apesar dos apesares, para mim quero guardar as boas lembranças.
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