10 de janeiro de 2014

Surpresa nada agradável ao chegar de viagem

Ontem, depois de uma viagem maravilhosa de volta do RS por caminhos diferentes, um belo susto ao chegar em casa.

Ao abrir a porta, a luz do nosso quarto acesa e caixa de sapatos jogada na entrada do quarto. Espiei na sala e achei muito estranho, pois os fios da TV estavam todos bagunçados, na minha mesa parecia que faltava algo (minha cadeira), com mais um passo vi as cadeiras da mesa todas reviradas, e o armário da despensa aberto. 

Pela primeira vez havíamos deixado a casa limpa e mais ou menos organizada antes de sairmos de viagem, para facilitar a chegada depois. Só esquecemos um cacho de bananas na fruteira, que estavam emitindo um cheiro insuportável. Saí para fora e concluí: alguém entrou aqui em casa. Chamei o Jackson, senti uma coisa ruim, fiquei com medo de entrar. 

Então o Jackson veio, entrou e eu entrei também. Vi a bagunça que fizeram no nosso quarto. Ficamos meio transtornados, depois de 12 horas de viagem, cansados, chegar em casa e encontrar tudo daquela maneira, foi algo muito desagradável. Depois percebi que deixaram um pacote de caldo de peixe jogado pela cozinha, que deixou o piso todo sujo e fedido, provavelmente abriram o pacote. Além de preparar lanche, tomar banho e retirar a bagagem do carro: limpeza básica na cozinha.

Não consegui nem lembrar como estava tudo antes, tão fora de mim eu fiquei, então depois remexendo nas coisas, identifiquei o que levaram. Mesmo cansada, tive dificuldades para adormecer, aquelas cenas sempre me voltavam à mente. Provavelmente na sala e cozinha o cheiro espantou as visitas, benditas bananas!

Não quero comentar aqui sobre questões locais de segurança e providências que poderiam ter sido tomadas a tempo de evitar uma situação como esta, que poderia ter sido pior.

Nunca aconteceu algo semelhante comigo até hoje, a não ser uma agenda que ganhei com muito amor da minha avó, na 5ª série, e foi roubada na sala de aula. Fiquei muito furiosa com aquela situação, mas feliz quando recuperei a agenda, mesmo toda rabiscada pela colega que se apoderou dela. Enfim, sempre existe uma primeira vez para tudo e nem só de experiências maravilhosas é escrita nossa vida.

Claro que ontem à noite não consegui pensar com a cabeça, só sentir com o coração. Mais por ter a privacidade invadida daquela forma, nem tanto pelas perdas materiais (joias de família e bijuterias, produtos de higiene, perfumes e cosméticos, e mais alguns outros itens), pois o que era realmente útil se adquire novamente, nem que demore um pouco.

Conheço histórias de casais amigos que perderam tudo que tinham, e cuja casa foi literalmente limpada por penetras um pouco mais interesseiros. Então tentei me colocar no lugar deles, e imaginei a aflição que deveriam ter sentido ao se deparar com uma situação dessas: perdendo o pouco que conseguiram construir no começo da vida a dois, missão nem sempre muito fácil. Retornar para casa e não encontrar mais nada lá, deve ser horrível demais!

Fiquei me lembrando deste versículo: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las.” (Mateus 6.19-20).

Ficamos tristes e chateados com as perdas materiais, mas felizes porque as verdadeiras riquezas de nossa vida não são elas e sim as riquezas espirituais, que nos acompanharão sempre, e nada nem ninguém poderão arrancar de nossos corações.
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